Como se fosse limpinho e cheiroso, Renan surta ao ouvir que Senado não tem moral pra julgar Dilma

O que a senadora Gleise disse, foi manchete no jornal americano Los Angeles Times no início da abertura do processo, quando estampou: “Os políticos que votam o impeachment da presidente do Brasil são acusados de mais corrupção do que ela”. Pode até ter sido inconveniente a provocação da senadora, mas caluniosa, não

Presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), concede entrevista. Foto: Pedro França/Agência Senado
Presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), concede entrevista. Foto: Pedro França/Agência Senado (Foto: Luciana Oliveira)

Foi preciso o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, suspender a sessão de julgamento do processo de impeachment pra acalmar o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Ele não suportou ouvir da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) que o “senado não tem moral pra julgar a presidente afastada, Dilma Roussef”, uma verdade quando considerado o fato de que mais da metade dos senadores responde a processos.

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O que a senadora Gleise disse, foi manchete no jornal americano Los Angeles Times no início da abertura do processo, quando estampou: “Os políticos que votam o impeachment da presidente do Brasil são acusados de mais corrupção do que ela”.

A afirmação é resultado de uma pesquisa da ONG Transparência Brasil que constatou que o Congresso Nacional tem por maioria políticos enrolados com a justiça.

Renan, que tanto se afetou com o desabafo da senadora como fosse ‘limpinho e cheiroso’, aparece no estudo da ONG como réu por improbidade administrativa com dano ao erário, no inquérito da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga o monumental esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras e em ação penal que corre em segredo de justiça.

A consulta pode ser feito através do link: http:[email protected] ?id=30007&cs=2&est=0&part=0

Pode até ter sido inconveniente a provocação da senadora, mas caluniosa, não.

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