Como vai ser a nossa cozinha pós-quarentena?

O futuro próximo já está aí. E com o que estamos aprendendo podemos fazer da cozinha pós-quarentena a nossa conquista da comida saudável. O segredo é simples: cozinhar

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Pode ser que já esteja acontecendo uma pequena revolução na nossa cozinha. Ou pelo menos na cozinha daqueles que conseguiram fazer a quarentena, ficando em casa.

Com a quarentena, muita gente (re)descobriu a cozinha. E esse pode ser o primeiro passo para a almejada "alternativa alimentar", desde que o hábito de cozinhar seja mantido. A alternativa alimentar pressupõe, entre outras coisas, cuidar da nossa saúde a partir do preparo da nossa própria comida, ou seja, ir para a cozinha.

Dar continuidade ao que a gente está vivendo na quarentena, só depende de nós. Com um pouquinho de tempo, planejamento e organização, conseguiremos escapar das lasanhas industriais congeladas, do miojo e dos ultraprocessados do gênero.

Se depender da atriz Nanda Costa (foto, reprodução do Instagram), por exemplo, o seu modo de se alimentar já está mudando. Recentemente, ela postou em seu perfil do Instagram, com 2,7 milhões de seguidores, o seguinte:

“Tenho agradecido bastante por poder estar em casa em um momento tão difícil como este. Podemos aprender muito neste período. [...] O isolamento social requer muita paciência e sabedoria. Estou buscando o prazer nas pequenas coisas do dia a dia. Como conhecer novas receitas. Cozinhar é um prazer pra mim”.

Depois de indicar alguns dos seus ingredientes preferidos – pimenta, gengibre, coentro e limão – diz que descobriu a páprica picante: “coloco em quase tudo que faço”.

“Esse momento está servindo também para aprendermos a fazer o que dá para fazer com o que temos em casa; reaproveitar as coisas, desapegar de outras”, diz.

No meio artístico são várias as pessoas que fazem questão de usar as redes sociais para divulgar o seu relacionamento com a cozinha.

O compositor e cantor Zeca Baleiro é um deles. Recentemente, publicou a foto e a receita de um prato “que fiz ontem”: frango com ora-pro-nobis.

A diretora e roteirista Rosane Svartman decreta em seu Instagram: “Pra mim a barrinha de cereal já era”. E apresenta como alternativa a sua receita, com foto, de uma espécie de biscoito feito com banana, óleo de coco, mel, aveia, granola, passa e geleia de cassis.

A atriz e produtora teatral Juliana Martins não cozinha, mas está feliz e contente com a entrada na cozinha da filha Luisa, que começou a cozinhar durante a quarentena. “Até nhoque de batata baroa (mandioquinha) ela já fez”, diz orgulhosa.

Ir para a cozinha significa sempre descobrir coisas novas, como atesta o ator e diretor Kiko Mascarenhas, que “descobriu” a batata-doce cenoura (diga-se de passagem que, para mim, é bem mais gostosa do que a branca e a roxa), que tem a cor alaranjada, rica em carotenoides, e com a qual fez um bolo cremoso “moleza de fazer”. Em seu 10º dia de isolamento postou: “lembrei que eu sei cozinhar”.

E a figurinista Michelle Rabischoffsky, que mora sozinha e é neófita na cozinha, está toda boba com a aquisição do seu primeiro livro de culinária (“Só pra um”, da Rita Lobo).

O futuro próximo já está aí. E com o que estamos aprendendo podemos fazer da cozinha pós-quarentena a nossa conquista da comida saudável.

O segredo é simples: cozinhar.

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