Contradição insanável

"A curiosa polêmica, entre militantes da esquerda brasileira, sobre quem seria o candidato menos reacionário nas eleições norte-americanas, Hillary Clinton ou Donald Trump, tem uma lógica espacial", analisa Breno Altman; "Para o povo norte-americano, seria catastrófica a vitória do republicano, expressão das posições mais racistas e xenófobas, verbalizando um claro programa contra direitos universais e favorável ao liberalismo mais duro", diz ele; já "para os povos do mundo", continua Altman, "a candidata democrata é a principal expressão da política imperialista e do complexo bélico-industrial, que sob sua batuta provavelmente ampliará influência e agressividade"

Republican U.S. presidential nominee Donald Trump and Democratic U.S. presidential nominee Hillary Clinton speak during their presidential town hall debate at Washington University in St. Louis, Missouri, U.S., October 9, 2016. REUTERS/Jim Young
Republican U.S. presidential nominee Donald Trump and Democratic U.S. presidential nominee Hillary Clinton speak during their presidential town hall debate at Washington University in St. Louis, Missouri, U.S., October 9, 2016. REUTERS/Jim Young (Foto: Breno Altman)

A curiosa polêmica, entre militantes da esquerda brasileira, sobre quem seria o candidato menos reacionário nas eleições norte-americanas, Hillary Clinton ou Donald Trump, tem uma lógica espacial.

Para o povo norte-americano, seria catastrófica a vitória do republicano, expressão das posições mais racistas e xenófobas, verbalizando um claro programa contra direitos universais e favorável ao liberalismo mais duro.

Para os povos do mundo, a candidata democrata é a principal expressão da política imperialista e do complexo bélico-industrial, que sob sua batuta provavelmente ampliará influência e agressividade.

Um cidadão ou cidadã progressista dos EUA, se olhasse para os problemas dentro das fronteiras de seu país ou para questões universais de direitos humanos, não poderia ter outro voto salvo o rechaço a Trump.

Um cidadão ou cidadão do resto do mundo, que olha o imperialismo como seu inimigo central, deveria mesmo estar na torcida contra Hillary.

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