Coronel da caveira cita “cemitério de vacinas” contra Pfizer e Coronavac

“Só um cara que usa um broche de caveira trespassada por uma faca na lapela poderia ter se saído com essa", diz Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia, após o ex-secretário Élcio Franco, do Ministério da Saúde, admitir preferência à AstraZeneca porque a Coronavac e a Pfizer ainda estavam na fase 3, que, segundo ele, é a etapa do "cemitério de vacinas"

Ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco
Ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco (Foto: Agencia Senado | ABr)
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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Aos argumentos falaciosos frequentemente esgrimidos pelos bolsonaristas para justificar o atraso na compra de vacinas, o ex-número 2 do Ministério da Saúde, coronel Élcio Franco, acrescentou mais um na 19ª sessão da CPI da Covid.

À la Pazuello, o coronel da reserva tentou impingir a culpa pelo atraso na compra da Coronavac ao Butantan que não entregou a documentação a tempo, e não a Bolsonaro, que desautorizou o negócio no dia seguinte ao anúncio feito por Pazuello, paralisando as tratativas por dois meses.

Também culpou a Pfizer pela negociação enrolada e demorada porque “eles eram irredutíveis”, “mandavam dois a três e-mails por dia” e responsabilizou o CEO do laboratório, Carlos Murillo, pela interlocução escassa:

“Se quisesse falar comigo, tinha meu telefone e meu e-mail”.

É a mesma tese de Bolsonaro: eles têm que nos procurar e não nós a eles.

A novidade veio a seguir. Ele admitiu ter dado preferência à AstraZeneca em detrimento da Coronavac e da Pfizer porque as duas últimas ainda estavam na fase 3:

“A fase conhecida como ‘cemitério de vacinas’”.

Só um cara que usa um broche de caveira trespassada por uma faca na lapela poderia ter se saído com essa.

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