Correio Braziliense naturaliza o assassinato de Lula e dá corda a "investidores"

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(Foto: Reprodução)


Por Davis Sena Filho

"O Correio Braziliense é o escárnio de quem é bárbaro e selvagem. Ponto!"

O jornal Correio Braziliense, pertencente à falimentar empresa Diários Associados, cujo fundador foi o empresário Assis Chateubriand, sempre foi um jornal conservador, de direita, além de ser imprensa de sustentação à ditadura militar, que sempre combateu sem trégua, primeiramente, os políticos trabalhistas, a exemplo de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, para com o tempo se dedicar a combater, sistematicamente, o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças, nas pessoas de Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu e Dilma Rousseff, dentre tantos outros políticos que o Correio considerasse inimigos do sistema de capitais, que o jornal se coloca como um de seus porta-vozes.

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Nos idos de 1989 a início de 1991 e depois por curto período em 1995, trabalhei como redator de Política e de Economia no Correio Braziliense, aliado político por interesse financeiro de primeira hora de governadores e vice-governadores de direita do Distrito Federal, a exemplo de Ibaneis Rocha, Rodrigo Rollemberg, que foi para o campo da direita, Rogério Rosso, Paulo Octávio, José Roberto Arruda, Maria de Lourdes Abadia, Wanderlei Vallim, além de apoiar e fazer parceria especialmente com Joaquim Roriz, político goiano, um dos coronéis do Estado de Goiás e de Brasília, cidade que é plena de políticos de direita, que administram um dos maiores orçamentos da União.

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Roriz é um recordista com quatro mandatos de governador. Ele foi nomeado uma vez, no fim da década de 1980, e assumiu o Palácio do Buriti por mais três vezes, agora de forma direta e muito dinheiro público usado em suas campanhas, além de na época receber o apoio dos maiores empresários de Brasília, todos envolvidos com corrupção, a exemplo de Luiz Estevão, Paulo Octávio, Wagner Canhedo e Venâncio, dentre muitos outros empresários, além de ter o apoio de toda a imprensa burguesa de Brasília, à frente o Correio Braziliense e o Jornal de Brasília, sendo que esta publicação pertence ao maior conglomerado de comunicação de Goiás, que é controlado pela família Câmara.

Fernando Câmara vendeu 50% do jornal a um empresário bilionário que atua no DF nos ramos de postos de gasolina e construção civil. Esses empresários, somados aos mais novos que estão a atuar no DF nas duas décadas do século XXI, sempre financiaram a endinheirada direita brasiliense, que se empenha ao máximo e joga sujo para ter o controle do Governo do DF e, consequentemente, manter eternamente o status quo, pois a dominar o orçamento, cujos dirigentes determinam as políticas públicas a serem efetivadas, sempre a priorizar os interesses da burguesia e da classe média alta de Brasília.

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Porém, o assunto é o ex-presidente Lula e a forma como ele foi tratado por uma coluna do Correio Braziliense, bem como a normalização por parte do periódico de direita quanto a um possível assassinato do maior líder de esquerda e da oposição brasileira, de modo que ele seja impedido de ser candidato com muita chance de se eleger presidente pela terceira vez, após 12 anos sem ter quaisquer mandatos, nem o de vereador.

A verdade é que se torna inaceitável a notícia publicada no Correio Braziliense, que retorna ao seus piores momentos de barbáries publicadas em um tempo não muito longe, que remonta à ditadura militar e aos quatro mandatos de Roriz, que aprontou todo tipo de corrupção, e acabou renunciando o mandato de senador, porque denunciado e acusado, juntamente com o diretor do BRB e um doleiro, de se envolver com o desvio de R$ 400 milhões dos cofres do banco estatal, entre os anos de 2004 e 2007.

Roriz, um dos maiores aliados do Correio Braziliense, que durante anos encheu fartamente seus cofres com o dinheiro de publicidade e propaganda oriundo do GDF, foi alvo da Operação Aquarela da Polícia Civil, que investigou um dos maiores (se não for o maior) escândalos da história do DF, mas não foi preso por causa de prescrição do processo e ser na época maior de 70 anos. E ficou tudo por isso mesmo...  

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Enquanto isso, o Correio continua com sua cantilena direitista e neoliberal, assim como sua direção, de forma desrespeitosa e leviana, permite que um de seus empregados e colunista publique texto tão irresponsável e perigoso para a preservação da vida de Lula, além de ser profundamente antidemocrático, pois avalia se o presidente Lula poderia ser alvo de um atentado letal, como se estivesse a falar sobre uma reunião social ou de trabalho.

O Correio Braziliense, hipocritamente e cinicamente, defende a liberdade de expressão e a usa conforme seus interesses, porque jamais aceitou a regulação das mídias, que não tem nada a ver com censura ao conteúdo de suas publicações, mas mente à população ao afirmar que regular e regulamentar as mídias é nocivo às "liberdades" e à "democracia", como se o conglomerado Diários Associados fosse democrático e zelasse pela diversidade de pensamento.

Tudo história da carochinha ou do Pinóquio. E por quê? Porque os donos do Correio Braziliense, em todas épocas de suas existências, geração após geração, apoiaram a conspiração contra Getúlio Vargas, em 1954, a ditadura militar de 1964, a eleição controversa do ex-presidente Fernando Collor, o golpe contra Dilma Rousseff, a prisão de injusta de Lula, e agora, de forma lamentável e deplorável, publica texto que trata da morte de Lula como uma possibilidade viável ou normal, segundo os "investidores", cujos nomes e locais de trabalho são incógnitas.

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A verdade é que os diretores do Correio, que controlam a redação e o que é publicado por ela, deveriam ser imediatamente afastados, juntamente com o pseudo colunista ou jornalista, para deixar de fazer um jornalismo de esgoto, tacanho, bizarro e exageradamente ideológico, além de preconceituoso. Aliás, o Correio Braziliense é useiro e vezeiro em cometer desatinos e inconsequências no que é realtivo ao seu conteúdo tóxico no decorrer de décadas.

O artigo de péssima qualidade e desprovido de noção e sensatez, mas de imensa burrice, intitulado “Em meio à radicalização, investidores veem possibilidade de Lula ser assassinado" é de uma pobreza moral e intelectual que leva milhares de pessoas a pensar sobre o quão é medíocre e sórdido o barbarismo de certos barões da imprensa e de seus empregados, que fazem tudo para manter o Estado sob controle de empresários ou de políticos financiados por eles para defender seus interesses econômicos.

A verdade é que essa gente quer manter a todo custo os benefícios e privilégios que, notadamente, favorecem os "investidores?" e os empresários do agronegócio, que estão a financiar criminosamente os caminhoneiros fantoches que resolveram fechar as estradas, sem perceber que são trabalhadores sacrificados e jamais serão convidados para sentar à mesa dos ricos e milionários, que apostam em um golpe de estado, com o fascista Jair Bolsonaro à frente da criminosa conspiração.

Lula lidera as pesquisas eleitorais após derrotar inapelavelmente certos setores da Justiça, bem como o MPF e sua criminosa Lava Jato plena de bandidos, que hoje estão desmoralizados e desacreditados, além de também superar as diatribes de agentes da PF. Agora, eu te pergunto, cara pálida: "O que se poder esperar de um jornaleco, que faz um jornalismo de esgoto e ratifica a insanidade de um colunista que fala em assassinato de um político do tamanho e da importância de Lula?"

Nada. Simplesmente nada... Afinal, a "fonte" do estúpido que fez tal publicação leviana e violenta são os "investidores", sendo que ao parece são obscurantistas, golpistas anônimos e bandidos covardes, porque não é realmente aceitável o Correio Braziliense descer a tão baixo nível, que daqui a pouco está a apoiar em suas manchetes o golpe de estado desejado por Bolsonaro, como se os dirigentes do Correio se transformassem nos caminhoneiros destrambelhados e analfabetos políticos, mas autoritários, que ora ficam a zanzar pelas rodovias de alguns estados deste País como verdadeiros zumbis.

Volto a ressaltar: Lula é líder em todas as pesquisas até agora. Pesquisas de inúmeros institutos, diga-se de passagem, sendo que sua candidatura literalmente desagrada certos setores da economia e segmentos da sociedade, que por razões políticas e ideológicas, assim como econômicas, a exemplo dos "investidores" anônimos do artigo do Correio Braziliensa e dos empresários do agronegócio, que comprovaram, ipsis litteris, que não são "tech", nem "pop", e muito menos "tudo".

Eles são sim, e o Correio sabe muito bem disso, oportunistas e golpistas, que mesmo sendo bilionários ou milionários, produtores de commodities, que afirmo mais uma vez: NÃO DEPENDEM DO MERCADO INTERNO, porque seus produtos são para exportação, como a carne de gado, a soja, o milho, o petróleo, os minérios e tudo o que pode ir para o exterior, pois a pornográfica diferença cambial entre o real e o dólar os favorece e privilegia, e é por isso que eles apoiam um desgoverno ultraliberal e fascista, que dolarizou criminosamente a economia para favorecer os "investidores" bandidos, que se transformaram em fonte do Correio Braziliense.

Entende-se por "investidores" que não investem em no País, mas apenas neles, os acionistas, os jogadores da bolsa de valores, os aplicadores de bancos comerciais e os safados desse desgoverno que o Correio apoia, mas que certamente quando o caldo entornar os condôminos desse jornal golpista e burguês irão saltar fora do barco, que estará a naufragar. É a praxe dessa gente irresponsável que trata com naturalidade o ASSASSINATO de um candidato de esquerda e favorito, por enquanto, para vencer as eleições presidenciais de 2022.

O Correio naturalizou o crime de assassinato, a fim de dar voz ativa aos donos do dinheiro que atuam no mercado de capitais, que odientamente tratam o povo brasileiro como lixo ou cidadão de quinta categoria, bem como o Brasil é visto como um gigante a ser roubado e servir apenas como um País para essa gente, como os donos do Correio, deitar e rolar, assim como morar no exterior, pois o Brasil serve somente como fonte de suas riquezas, além de o trabalhador ser tratado como mão de obra barata descartável. Exigiu, troca-se... O Correio Braziliense é o escárnio de quem é bárbaro e selvagem. É isso aí.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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