Crise neoliberal antecipa eleição

Nova dialética latina

É a nova moda na América Latina em chamas políticas.

É a crise neoliberal impondo nova dialética ao processo político.

Moreno, acuado pelas massas, está sem força, no Equador.

Não suporta teste das ruas.

Por isso, Rafael Correa, do exílio, pede antecipação das eleições.

O conflito no Peru, também, resulta pedidos de antecipação de eleições.

Haveria possibilidade de antecipação das eleições no Brasil?

Moralez, na Bolívia, também, sempre lança ideia de antecipar eleições, mas por motivo inverso.

Como tem confiança no taco para antecipar, chama a população para confirmar suas políticas.

Na Venezuela, idem, Maduro, debaixo de bloqueio comercial, não nega fogo.

Propôs, recentemente, antecipação de eleições, para abrir negociações com oposição.

Oposição sempre foge, como se mostrou em duas oportunidades anteriores.

Com Assembleia Constituinte em andamento no país, o poder está na Assembleia popular.

No Equador, agora, o poder já está nas ruas.

A população nas ruas exige “Fora Moreno”.

A fuga do presidente de Quito para Guaiaquil sinalizou ao povo derrota em grande batalha.

Só militares garantem Moreno.

Está na cova dos leões.

Passeatas de índios e militares marcham rumo a Quinto.

Unidade cívico-militar?

Quem vai liderar esse novo movimento?

Bolsonaro na retranca

No Brasil, há chances de antecipar eleições, caso aprofunde a desorganização econômica em marcha?

No Congresso, o zum-zum-zum é que a base política do presidente virou anarquia total.

Os debates são por organização econômica que dê resultado em emprego.

Os aliados bolsonarianos se preparam para eleições municipais de 2020.

Lutam pelo dinheiro do petróleo, mas como tem muitas bocas para comer, falta dinheiro.

A proporcionalidade na divisão do bônus do tesouro negro relativiza miragem da riqueza.

Antes, era muito para poucos.

Agora, é pouco para muitos.

Geram, assim, divisões na partilha que paralisam votações.

Não haverá recursos suficientes do petróleo para evitar violação da regra de ouro orçamentária.

O Executivo, mais uma vez, pedirá dinheiro para liquidar papagaios.

E os papagaios do governo são as despesas correntes, que não podem ser socorridas pela regra ouro.

Que fazer?

Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Enquanto o congelamento dos gastos públicos não for revisto, a torneira estará seca.

Bolsonaro e a receita Guedes não estão dando conta das demandas federativas.

Vem aí, para servidores, fim da estabilidade, redução de jornada-salário.

Eleitoralmente, a receita Guedes é prego no caixão político do PSL, em rebelião.

Se Bolsonaro não der respostas na economia, o caos e a anarquia se ampliam.

As crises neoliberais sinalizam que não dá para suportar calendário eleitoral.

A crise se aprofunda, arrebenta e surge pressão por antecipação de eleições.

É a nova dialética latino-américa diante de crash capitalista anunciado em prosa e verso.

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