Cristo ressuscitou, mas iremos crucificá-lo novamente

Jesus Cristo foi levado ao tribunal e diante de todos os seus acusadores, reafirmou a sua ideologia, provocando a ira dos sacerdotes e dos "Moros" de sua época. A essa altura, uma multidão já o tinha como líder e salvador. Mas, como um filho de carpinteiro poderia ter chegado tão longe, a ponto de desafiar os poderosos daquele tempo? 

Jesus Cristo foi levado ao tribunal e diante de todos os seus acusadores, reafirmou a sua ideologia, provocando a ira dos sacerdotes e dos "Moros" de sua época. A essa altura, uma multidão já o tinha como líder e salvador. Mas, como um filho de carpinteiro poderia ter chegado tão longe, a ponto de desafiar os poderosos daquele tempo? 
Jesus Cristo foi levado ao tribunal e diante de todos os seus acusadores, reafirmou a sua ideologia, provocando a ira dos sacerdotes e dos "Moros" de sua época. A essa altura, uma multidão já o tinha como líder e salvador. Mas, como um filho de carpinteiro poderia ter chegado tão longe, a ponto de desafiar os poderosos daquele tempo?  (Foto: Nêggo Tom)

Todo ano, por ocasião da semana santa, nos consternamos com a morte de um certo Jesus Cristo. Um homem simples, filho de um carpinteiro e de uma camponesa, que dedicou a sua vida aos pobres e aos pecadores, que contestou firmemente a justiça e os doutores da lei de sua época e que expulsou os vendilhões capitalistas do templo de Deus, provocando o maior quebra quebra já visto em toda Judeia. Era quase um comunista.

Não consta nos escritos bíblicos, que Jesus tenha tido formação acadêmica ou mesmo um emprego formal. Também não sabemos muito bem, o que ele andou fazendo até os 30 anos de idade, quando teve início a sua "vida pública". O que sabemos, é que ele sempre lutou por igualdade e justiça e que morreu defendendo a sua causa. Em nome de Deus e sem pedir nada em troca, curou enfermos, expulsou demônios, fez milagres, perdoou pecados e prometeu a vida eterna a quem seguisse os ensinamentos de seu pai. Tudo de graça. Era quase um anti capitalista.

Jesus Cristo andava pelas ruas da Galileia, provocando burburinhos e ameaçando o estado e a elite Nazarena, com a sua ideologia de divisão de classes. Os pobres herdariam o reino dos céus, enquanto que os ricos, veriam um camelo passar pelo fundo de uma agulha, antes que eles conseguissem chegar lá. Recrutou um bando de sem terras para o seguir e esses iam, em caravanas, espalhando o seu evangelho aos quatro cantos. Bastava que lhes dessem um maná com mortadela e eles o serviam felizes da vida. Era quase um esquerdista.

Jesus não podia ver ninguém marginalizado, que logo criava uma política afirmativa para incluir aquele excluído e fazer com que ele se sentisse amado. Multiplicou pães e peixes e os distribuiu aos que tinham fome, independente dos beneficiários do milagre, serem filiados ou não a seu "partido", ou comungarem de sua ideologia. Impediu que a mulher adúltera fosse apedrejada, assim como evitaria que um menor delinquente fosse amarrado ao poste nos dias de hoje. Era quase um defensor dos direitos humanos.

Jesus Cristo foi levado ao tribunal e diante de todos os seus acusadores, reafirmou a sua ideologia, provocando a ira dos sacerdotes e dos "Moros" de sua época. A essa altura, uma multidão já o tinha como líder e salvador. Mas, como um filho de carpinteiro poderia ter chegado tão longe, a ponto de desafiar os poderosos daquele tempo? Como um homem pobre, ousava contestar a justiça e a sugerir que ela fosse revista? Como aquele homem, sem sobrenome importante, nascido numa manjedoura, entre diversos animais, poderia afirmar que era o filho de Deus e que veio para cumprir o programa de governo de seu Pai que está no céu? Era quase um ativista.

Não consigo entender toda essa comoção pela morte de Jesus, se quando ele estava vivo, representava uma ameaça ao estado e aos cidadãos de bem do seu tempo. Não consigo entender, porque a morte de um soldado romano, não gerou a mesma comoção. Logo eles, que como verdadeiros heróis, davam suas vidas para defender a população da bandidagem que ameaçava o império. Até os ladrões que morreram ao lado de Jesus, tiveram seus pecados perdoados e são lembrados com respeito. Enquanto que os valentes soldados romanos, são mal vistos até hoje, por terem cumprido o seu dever e passado o cerol em dois ladrões e num defensor de bandidos.

E a família daqueles bravos soldados? Quem dos direitos humanos foi lá oferecer-lhes ajuda? Até a mãe do tal Jesus, é vista como santa. E a mãe daqueles guerreiros? Ninguém lembra delas? E Judas, que é malhado todo sábado de aleluia, apenas porque quis livrar o país do comunismo e se aliou aos empresários e aos banqueiros internacionais, aceitando 30 moedas de prata, para entregar a cabeça do subversivo líder, aos ruralistas, aos latifundiários e aos neo liberalistas, adoradores do bode amarelo.

Ninguém se lembra de Caifás, o relator do processo contra Jesus no sinédrio. De Herodes, que aprovou o relatório e o enviou a Pilatos - o mito, que lavou as mãos numa bacia de prata, se auto inocentando pelo sangue daquele nazareno socialista - para que esse o colocasse em votação. Homens honrados que defendiam a tradição, a família, e, que, de tão patriotas e democráticos que eram, deixaram que o povo escolhesse o destino de Jesus. E Barrabás? O Geddel Vieira daquela província, que foi liberto em troca da morte do problemático e esquerdista Jesus, levando os cidadãos de bem ao delírio. Disso a mídia não fala.

Sem falar, que há indícios de que ele pode ter forjado a própria morte, para que o povo acreditasse que ele era bom. Como alguém morre e ressuscita três dias depois? As perfurações em seu corpo, atribuídas as lanças dos nobres soldados romanos, e os furos de pregos nas mãos, podem muito bem terem sido forjados, da mesma forma, que foram forjados os tiros disparados contra a caravana do Lula. Puro vitimismo. E depois disso tudo, dizem que ele vai voltar. Mas, ele não sabe o que o espera. Aqui não há mais espaço para ele.

Na sua próxima vinda, todo resquício de socialismo, de igualdade e de justiça social, será varrido definitivamente da nossa sociedade. O cidadão de bem, armado e municiado, irá defender a sua propriedade, os seus pães e os seus peixinhos. Se ele ousar invadir novamente essa terra, montado num jumento, acenando um ramo de palmeira pelo ar e usando aquela estola vermelha sobre os ombros, será recebido a bala. E, dessa vez, ele não deverá ressuscitar. Que subam as hashtags!

#SomosmilhõesdeJudas
#BolsoNeroOpressor
#SomostodosCaifás!
#HerodesMito!
#Pilatos2018

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