Dança com dragões

O vice-presidente Michel Temer se apequena cada vez mais, uma versão pobre e apagada de 'Lord Baelish', personagem de Game of Thrones. Já algum tempo vem gesticulando teatralmente com devaneios sobre um eventual governo seu. Na ânsia de tomar o lugar da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com 54 milhões de votos, o peemedebista já divulgou uma carta melodramática, um áudio de whatsapp com discurso de uma posse ilusória e já imagina ministeriáveis numa gestão que não existe

O vice-presidente Michel Temer se apequena cada vez mais, uma versão pobre e apagada de 'Lord Baelish', personagem de Game of Thrones. Já algum tempo vem gesticulando teatralmente com devaneios sobre um eventual governo seu. Na ânsia de tomar o lugar da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com 54 milhões de votos, o peemedebista já divulgou uma carta melodramática, um áudio de whatsapp com discurso de uma posse ilusória e já imagina ministeriáveis numa gestão que não existe
O vice-presidente Michel Temer se apequena cada vez mais, uma versão pobre e apagada de 'Lord Baelish', personagem de Game of Thrones. Já algum tempo vem gesticulando teatralmente com devaneios sobre um eventual governo seu. Na ânsia de tomar o lugar da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com 54 milhões de votos, o peemedebista já divulgou uma carta melodramática, um áudio de whatsapp com discurso de uma posse ilusória e já imagina ministeriáveis numa gestão que não existe (Foto: Jandira Feghali)

"Nem todos os homens foram feitos para dançar com dragões..."

A política nacional parece retratar quase perfeitamente a saga dos livros da 'Crônica do Gelo e Fogo', compilado literário do escritor George R. R. Martin e um sucesso na televisão mundial através da série Game of Thrones. Tanto na ficção, quanto na nossa realidade, personagens extremamente sorrateiros tentam de forma desonesta chegar ao poder.

O vice-presidente Michel Temer se apequena cada vez mais, uma versão pobre e apagada de "Lord Baelish". Já algum tempo vem gesticulando teatralmente com devaneios sobre um eventual governo seu. Na ânsia de tomar o lugar da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com 54 milhões de votos, o peemedebista já divulgou uma carta melodramática, um áudio de whatsapp com discurso de uma posse ilusória e já imagina ministeriáveis numa gestão que não existe.

Articulado com o réu no STF e presidente da Câmara, Eduardo Cunha, Temer agride a democracia em cada atrapalhado, mas premeditado, passo. Dois chefes do golpe branco que tentam impor ao país uma ruptura democrática, investindo contra o Estado Democrático de Direito com um único objetivo: usurpar a faixa presidencial. Fazem isso orquestrados com uma oposição cínica, num jogo de cartas marcadas por Cunha e sua trupe.

É justo retirar uma presidenta sem crime algum só porque se diverge de sua política econômica? Uma mandatária eleita democraticamente e que não acumulou patrimônio ou enriqueceu ilicitamente? Que manifestem sua insatisfação nas urnas em 2018!

As ruas têm reagido a este cenário de forma muito enfática, com as expressões múltiplas de cores, idades, credos que representam nossa diversidade. São manifestações e atos que têm se avolumado no país inteiro com o passar das semanas.

Segmentos sociais os mais variados, artistas, juristas, acadêmicos, professores, estudantes, intelectuais, movimento LGBT e lideranças sindicais têm dado o tom contra o rito golpista do impeachment. Mesmo que a Comissão do Impeachment tenha aprovado na Casa o relatório do deputado Jovair Arantes, que não merece qualquer outra observação senão a de tecnicamente absurdo e incompetente, a oposição não chegou a 2/3 de votos no colegiado.

A batalha no Plenário será duríssima, mas são eles que precisam de muitos apoios no domingo. Para nós, ainda é hora de buscar os parlamentares e mobilizar, esclarecer e enfatizar a importância do voto contra o impeachment golpista. Ocupar as ruas e as redes, mantendo o tom pacífico e libertário da democracia.

Essa semana será decisiva para um projeto que superou desigualdades históricas nos últimos 13 anos e vem tentando avançar mais ainda. Os que pretendem alcançar o poder de forma ilegítima ficarão marcados como traidores de nossa História. A dança dos dragões está em curso e estamos preparados para ela. Contamos com vocês nesta reta final. Fora, usurpadores! Fora, traidores! Fora os que desonram a política e o processo democrático.

¹Médica, deputada federal (PCdoB/RJ) e vice-líder do Governo

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