Debate entre Eduardo Paes e Crivella: Resultados da banalização e criminalização da política

Crivella ainda acenou para seu grupo fundamentalista se referindo a Paes sobre a forma como seu opositor brincava o carnaval. Em uma fala direta, Crivella fez menção a uma religião de matriz africana. Ou seja, Crivella, em um desespero mostrou a sua forma de pensar totalitária e excludente

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Debate entre Eduardo Paes e Crivella: Resultados da banalização e criminalização da política

O debate dos dois candidatos à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro no último dia 27, às vésperas da eleição, foi protagonizado, como o já esperado, por uma enxurrada de acusações, baixarias e empobrecido de propostas.

O “já esperado” aqui colocado pode ser explicado pela já viciada prática de partidos de direita ou extrema direita, que se ocupam em escavar denúncias ou até mesmo fabricá-las. Uma atividade que só tem como resultado o empobrecimento da democracia. Sim, este comportamento seco de propostas, mas cheios de acusações, muitas das vezes montadas, levam ao desacreditamento e a descrença na política.

Vale também ressaltar que o surgimento de figuras policialescas no cenário político, dar-se, também, por este cenário anticorrupção e seco de propostas. A partir de um breve histórico, podemos observar que o cenário político já vinha sendo banalizado, e foi a hora em que protagonista que nada entendiam de políticas públicas começaram a aparecer e ganhar notoriedade. Ora, quem não lembra: “Eu não sei o que eu vou fazer lá, mas pior do que tá, não vai ficar.” O processo é assustador, da banalidade à criminalização.

Espera lá! Mas não vou, e nem me permito, me perder a uma generalização ignorante. A esquerda diferente disso, procura manter uma plataforma de discussões e debates sobre aquilo que realmente faz efeito e traz resultados ao povo: Políticas públicas.

Crivella no debate procurou seguir a risca essa receita, da criminalização da política. Não apresentou propostas, mas sim se limitou a apontar seu dedo nervoso em direção ao seu concorrente, chegando até mesmo ao ponto, em que muitas vezes, previu uma prisão de Eduardo Paes. Por outro lado Crivella não podia deixar de tentar se fortalecer no meio evangélico. Digo “no meio” e não no “seu meio”, pois me recuso cometer generalizações, pois como é sabido há muitos evangélicos progressistas.

O candidato e atual prefeito que vem insistindo na reabertura das escolas e na flexibilização, mesmo com os altos índices de contaminação provocado pelo Covid 19, deu continuidade aos ataques e sem nenhuma vergonha e provas fez menção à educação de gênero para crianças nas escolas municipais e à liberação de drogas, tentando dessa forma validar uma fake news feita por ele mesmo em um vídeo. Só faltou levantar uma cartilha, como Bolsonaro fez em 2018 em rede nacional, sem nenhum escrúpulo, frente a boca calada do entrevistador.

Crivella ainda acenou para seu grupo fundamentalista se referindo a Paes sobre a forma como seu opositor brincava o carnaval. Em uma fala direta, Crivella fez menção a uma religião de matriz africana. Ou seja, Crivella, em um desespero mostrou a sua forma de pensar totalitária e excludente. Ignorante mesmo a nossa própria Constituição que garante o respeito a diversidade cultural e religiosa.

Crivella aposta na criminalização e no desacreditamento, tentando influenciar àqueles que ele já sabe que não vão votar nele, mas que votarão contra Crivella, por isso promove acusações. Ao mesmo tempo tenta acumular votos evangélicos, para dessa forma, a partir da sangria de Eduardo Paes, provocada pela desistência dos votos críticos, tentar, assim, superá-lo nas urnas.

Enquanto isso Eduardo Paes, apesar de cobrar propostas, também surfou na onda de acusações.

Estamos em um cenário triste e com uma única expectativa: Fazer frente de oposição!

Sobre o dia de votar, lutamos pela democracia e contra o bolsonarismo, votar contra Crivella é não se ausentar da luta, é se mostrar presente, ao lado do povo.

Não existe apoio a política neoliberal de Paes. E isso está claro, até mesmo para Eduardo Paes.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247