Delatores da Lava Jato enriqueceram corrompendo e hoje dão festas de arromba

O evento foi apelidado por um vizinho de "pancadão do delator", dado o volume produzido no aparelho de som do dúplex, que fica no 24º andar e tem um hall, na entrada do elevador, semelhante a uma boate

O evento foi apelidado por um vizinho de "pancadão do delator", dado o volume produzido no aparelho de som do dúplex, que fica no 24º andar e tem um hall, na entrada do elevador, semelhante a uma boate
O evento foi apelidado por um vizinho de "pancadão do delator", dado o volume produzido no aparelho de som do dúplex, que fica no 24º andar e tem um hall, na entrada do elevador, semelhante a uma boate (Foto: Eduardo Guimarães)

Blog da Cidadania - O empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, 65, como tantos outros delatores da operação Lava Jato, enriqueceu corrompendo políticos que comprava e vendia facilmente.

Segundo a Folha, ele não demonstra abatimento ou infelicidade. Muito pelo contrário.

Curtindo em liberdade os benefícios proporcionados por sua delação premiada, virou o terror da vizinhança, uma espécie de rei da balada do Costa Dourada, um elegante edifício na rua Guará, no Jardim Paulista, em São Paulo.

No mês passado, sem aviso prévio ou preocupação com o barulho, promoveu uma festinha para cerca de 200 convidados, segundo contagem feita por moradores do prédio, em sua cobertura de 562,53 m², equipada com terraço, piscina e uma barra de pole dance.

O evento foi apelidado por um vizinho de "pancadão do delator", dado o volume produzido no aparelho de som do dúplex, que fica no 24º andar e tem um hall, na entrada do elevador, semelhante a uma boate.

Luzes automáticas mudam de cor a cada segundo e realçam uma painel policromático onde se lê a frase "aqui não é perfumaria".

A agitação na festa foi tão grande que era possível escutá-la desde os primeiros pavimentos. Quem interfonava para reclamar ouvia um funcionário dizer que nada podia fazer, seguido de risos.

A balada terminou por volta das 6h, quando uma frota de carros alugados, segundo moradores, levou embora os convidados que não tinham condições de dirigir por conta do elevado grau etílico.

Em 2016, o delator já havia se indisposto com o condomínio quando, de acordo com ata de uma reunião, apropriou-se de uma área comum do prédio para instalar condensadoras de ar-condicionado e aquecedores de piso. Advertido, retirou os apetrechos e devolveu o espaço.

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