Demissões preparam privatização da Caixa

Pessoas fazem fila para receber parcela do auxílio emergencial pago pelo governo 05/05/2020
Pessoas fazem fila para receber parcela do auxílio emergencial pago pelo governo 05/05/2020 (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
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Enquanto o diversionista Bolsonaro volta a disparar a sua diarreia verbal – blefando sobre "pólvora" contra os EUA ou rosnando homofobia contra os "maricas" da Covid –, a pauta ultraneoliberal segue fazendo estragos na economia. Na semana passada, a Caixa Econômica Federal anunciou um novo plano de demissões.

A direção privatista do banco público abriu um novo PDV (plano de demissão voluntária) que objetiva ceifar 7.200 empregos, quase 10% do seu quadro de funcionários. Na prática, a dupla Bolsonaro-Guedes joga no desmonte desta instituição financeira indispensável aos brasileiros para favorecer os bancos privados.

Estratégia para privatizar o banco

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, esse é o maior PDV imposto pelo banco e terá forte impacto sobre os serviços prestados à sociedade. Ele também critica a falta de diálogo da direção do banco e do governo com as entidades sindicais da categoria.

Sergio Takemoto avalia que esse PDV "faz parte de uma estratégia da gestão de Pedro Guimarães [presidente do banco] para facilitar a privatização das subsidiárias da Caixa e para incentivar o interesse do setor privado nessas companhias”. Segundo a Fenae, o déficit de pessoal no banco público já chega a 17 mil funcionários.

“As subsidiárias são a parte mais lucrativa da Caixa e é exatamente por onde o banco vai atrair o setor privado. Ninguém quer pagar auxílio emergencial e organizar a parte social. O receio é que havendo redução nos lucros, haja redução do tamanho do banco e do seu pessoal”, explica o presidente da Fenae.

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