Democracia viva!

Democracia tem sentido se distribuir renda; erradicar a miséria e gerar felicidade social, coletiva. Fora disso ela não serve para absolutamente nada. Não há a democracia ensimesmada, autista. Seu sentido habita no horizonte combinado da igualdade com justiça e liberdade

22/09/2017- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Operação de segurança contra confrontos entre traficantes na favela da Rocinha Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
22/09/2017- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Operação de segurança contra confrontos entre traficantes na favela da Rocinha Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil (Foto: Ângelo Cavalcante)

Democracia tem sentido se distribuir renda; erradicar a miséria e gerar felicidade social, coletiva. Fora disso ela não serve para absolutamente nada. Não há a democracia ensimesmada, autista. Seu sentido habita no horizonte combinado da igualdade com justiça e liberdade; é meio e fim de um processo que não se conclui até ao ponto gracioso e harmônico da unidade nacional que nos funde, unifica e integra. 

Matéria publicada em 25/09/2017, no jornal "El País", edição brasileira e intitulada "Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre" é síntese que revela os próprios níveis de funcionamento de nossa democracia manca, trôpega e anestesiada.

O texto é da jornalista Marina Rossi e revela comparativamente que figurões como Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio de Moraes (Votorantin) são as maiores fortunas do país e suas respectivas riquezas equivalem às rendas e ganhos dos cem milhões de brasileiros mais pobres, ou seja, de metade dos brasileiros. O estudo é da ONG inglesa Oxfam. 

O levantamento demonstra ainda que os 5% mais ricos do país possuem a mesma fatia da renda que os 95% restante das pessoas do Brasil. No curso da pesquisa, mais do mesmo, mulheres que trabalham mais e percebem bem menos que os homens e; pessoas negras lançadas em trágico abismo de misérias, na base da base dos rendimentos salariais.

Finalmente, a Oxfam revela que, apenas para 2017, o Brasil despencou 19 posições na escala da desigualdade mundial voltando a se situar entre os dez países mais perversamente desiguais do mundo. Efeito direto e neoliberalizante do golpe de 2016!

O desafio da nossa ninharia de democracia é reverter imediatamente essa sangria de vidas humanas; essa armadilha secular e milimetricamente armada pelas elites do país. É trabalho de gerações inteiras mas que deve se converter na mais central e definitiva política de Estado ou a opção autoritária de solubilidade de conflitos sociais sempre se manterá na paisagem política do país, tanto pelo viés da direita como da esquerda.

Democracia tem sentido se distribuir renda; erradicar a miséria e gerar felicidade social, coletiva. Fora disso ela não serve para absolutamente nada. Não há a democracia ensimesmada, autista. Seu sentido habita no horizonte combinado da igualdade com justiça e liberdade; é meio e fim de um processo que não se conclui até ao ponto gracioso e harmônico da unidade nacional que nos funde, unifica e integra.

Matéria publicada em 25/09/2017, no jornal "El País", edição brasileira e intitulada "Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre" é síntese que revela os próprios níveis de funcionamento de nossa democracia manca, trôpega e anestesiada.

O texto é da jornalista Marina Rossi e revela comparativamente que figurões como Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio de Moraes (Votorantin) são as maiores fortunas do país e suas respectivas riquezas equivalem às rendas e ganhos dos cem milhões de brasileiros mais pobres, ou seja, de metade dos brasileiros. O estudo é da ONG inglesa Oxfam.

O levantamento demonstra ainda que os 5% mais ricos do país possuem a mesma fatia da renda que os 95% restante das pessoas do Brasil. No curso da pesquisa, mais do mesmo, mulheres que trabalham mais e percebem bem menos que os homens e; pessoas negras lançadas em trágico abismo de misérias, na base da base dos rendimentos salariais.

Finalmente, a Oxfam revela que, apenas para 2017, o Brasil despencou 19 posições na escala da desigualdade mundial voltando a se situar entre os dez países mais perversamente desiguais do mundo. Efeito direto e neoliberalizante do golpe de 2016!

O desafio da nossa ninharia de democracia é reverter imediatamente essa sangria de vidas humanas; essa armadilha secular e milimetricamente armada pelas elites do país. É trabalho de gerações inteiras mas que deve se converter na mais central e definitiva política de Estado ou a opção autoritária de solubilidade de conflitos sociais sempre se manterá na paisagem política do país, tanto pelo viés da direita como da esquerda.

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