Depois de Cunha, a vez de Temer

Passada essa fase, aí será a vez tirar Michel Temer de lá. Ele se agarra ao cargo tal qual faz agora seu comparsa Cunha

Brazil's Vice President Michel Temer (L) is seen near President of the Chamber of Deputies Eduardo Cunha during the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) national convention in Brasilia, Brazil, March 12, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino
Brazil's Vice President Michel Temer (L) is seen near President of the Chamber of Deputies Eduardo Cunha during the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) national convention in Brasilia, Brazil, March 12, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Esmael Morais)

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB) renunciou nesta quinta (7) à presidência da Câmara que ele já não exercia desde 5 de maio. Agora, o ex-todo-poderoso que articulou o impeachment da presidente Dilma Rousseff deverá perder o mandato. Depois dele, será a vez do interino Michel Temer (PMDB) ser defenestrado do cargo que não lhe pertence.

Cunha, sempre ajudado pelo comparsa Temer, manobra ainda para fazer o sucessor na Câmara. Isso é a conditio sine qua non para que ele mantenha o mandato de deputado (sempre com a ajuda de Temer). Para isso, o deputado afastado tenta antecipar a eleição para a escolha do novo presidente da Casa.

A luta para definir o futuro presidente Câmara é uma guerra à parte que constitui o drama político inteiro vivido pelo país.

Passada essa fase, aí será a vez tirar Michel Temer de lá. Ele se agarra ao cargo tal qual faz agora seu comparsa Cunha. “Temer é Cunha e carne com a corrupção”, como se diz nas redes sociais e nas investigações da Lava Jato.

Segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR), mosqueteiro da luta democrática, Dilma “seguramente” conseguirá os votos necessários para barrar o impeachment no Senado.

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