Destruir sindicatos não é solução para ninguém

Diante da intolerância do presidente do sindicato patronal no DF estamos tendendo a seguir o exemplo nordestino – aliás uma luta que travo há longos anos - de fazer uma negociação conjunta para fecharmos um acordo a nível nacional

Diante da intolerância do presidente do sindicato patronal no DF estamos tendendo a seguir o exemplo nordestino – aliás uma luta que travo há longos anos - de fazer uma negociação conjunta para fecharmos um acordo a nível nacional
Diante da intolerância do presidente do sindicato patronal no DF estamos tendendo a seguir o exemplo nordestino – aliás uma luta que travo há longos anos - de fazer uma negociação conjunta para fecharmos um acordo a nível nacional (Foto: Chico Vigilante)

Pensava ser impossível que o presidente do sindicato das empresas de vigilância no DF escancarasse ainda mais seu reacionarismo em relação aos direitos trabalhistas conquistados durante décadas pelos vigilantes.

Me enganei redondamente. Ele consegue ser pior a cada dia.

Após a 11 reunião de negociação entre o Sindicato dos Vigilantes e o sindicato patronal na busca de um acordo justo seu presidente apresentou uma proposta cheia de inovações fascistas.

Quer cortar ao meio o tíquete alimentação de R$34,00 em troca de cestas básicas- sabe Deus de que qualidade - e reduzir a intrajornada paga de uma hora para apenas 30 minutos, entre outros absurdos.

O que mais me impressionou, no entanto, foi uma proposta com clara intenção de fragilizar ou mesmo destruir o sindicato.

Se nega a repassar ao sindicato dos vigilantes a mensalidade da contribuição sindical do trabalhador.

Aqueles que optarem por contribuir - uma vez que o obrigatoriedade foi derrubada – devem ir ao sindicato para fazer isso, ao contrário da situação atual em que o desconto em folha autorizado pelo trabalhador é repassado direta e automaticamente ao sindicato.

A medida visa desestimular o vigilante a contribuir porque ataca diretamente seu bolso e seu tempo. Obriga o vigilante a desembolsar o preço de uma passagem de ida e volta de ônibus ou metrô até o sindicato e dependendo de onde mora perder meia jornada de trabalho para este fim.

Aliado às medidas de retrocesso incentivadas pela reforma trabalhista, aqui no DF o presidente do sindicato patronal usa uma estratégia nefasta nas negociações: contrata o que chamo de "amara cachorros", vigilantes traidores que trabalham para desestabilizar o movimento sindical inventando calúnias contra os dirigentes e dizendo que o sindicato não serve para nada.

Mas a categoria está cada vez mais unida e não cai mais nestas armadilhas.

O presidente do sindicato dos empresários do DF demonstra pouca inteligência ao imaginar que trabalhadores injustiçados e desorganizados serão melhores para o mercado, e trarão mais lucro aos seus bolsos.

Se fosse um ser politicamente inteligente saberia que uma turba insatisfeita e sem liderança representa muito mais perigo do que vantagens econômicas.

Esta semana, os companheiros vigilantes do Nordeste tomaram uma decisão muito importante. Vão fazer negociação conjunta. Quando parar um estado pararão todos de ponta a ponta.

Diante da intolerância do presidente do sindicato patronal no DF estamos tendendo a seguir o exemplo nordestino – aliás uma luta que travo há longos anos - de fazer uma negociação conjunta para fecharmos um acordo a nível nacional.

E quando decidirmos isso vamos parar não só o DF mas o Brasil. Essa é uma decisão que terá um peso incalculável porque somos hoje um efetivo maior que o das Forças Armadas.

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