Deus, a nação e os enganadores

Sérgio Moro, Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro têm muito mais em comum que a ânsia indomável por poder e o ódio que nutrem por quem pensa diferente

Deus, a nação e os enganadores
Deus, a nação e os enganadores (Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)
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Sérgio Moro, Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro têm muito mais em comum que a ânsia indomável por poder e o ódio que nutrem por quem pensa diferente.

Os 3 são seres doentes, manipuladores das pessoas inocentes e de boa fé e, em especial, implacáveis com aqueles que atravancam seus caminhos e estorvam suas ambições de poder.

São hipócritas, enganadores e demagogos que exploram deus e nação em discursos salvacionistas e pretensamente bíblicos.

Eles carregam em comum o fardo de terem atentado contra o Estado de Direito e a democracia.

E os 3 terão em comum, no futuro breve, a condição de figurantes abjetos dos bueiros da história.

Na nota em que respondeu o merecido esculacho recebido do presidente da Câmara Rodrigo Maia, o "empregado do Jair", Sérgio Moro, pediu o respeito que não merece e terminou a nota com uma louvação bíblica de fazer inveja ao pastor fanático Deltan Dallagnol: "Que Deus abençoe essa grande nação".

Na declaração de voto a favor do impeachment fraudulento da presidente Dilma, em 16 de março de 2016, Eduardo Cunha também exortou deus e nação: "Que deus tenha misericórdia desta Nação".

Naquele mesmo dia de sacrifício da democracia, o então deputado Jair Bolsonaro começou declarando seu voto pelo impeachment fraudulento parabenizando o então presidente da Câmara: "Nesse dia de glória para o povo brasileiro, parabéns presidente Eduardo Cunha".

Em seguida, Bolsonaro prosseguiu dedicando seu voto: "Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, [...], por um Brasil acima de tudo e por deus acima de todos, meu voto é sim".

Que o Brasil se livre desses canalhas e enganadores.

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