Diálogo, gestão e pés no chão: as estratégias da nova política

Existe uma máxima que, hoje, se aplica em qualquer ambiente político: o de que quando o extremismo, seja ele de direita e/ou esquerda, encontrasse consigo mesmo, daria onde estamos: caos, desarticulação, pobreza e desemprego. 

Pois bem, os encontros recorrentes de Ciro, Alckmin e Marina (numa esfera); Rodrigo Maia e Doria (em outra esfera), além do fortuito entre Haddad e Ciro mostram que a fórmula da perseguição, do medo, da chantagem e do dedo em riste já fizeram água. Ou seja, é dialogando e compondo, sobretudo em suas diferenças, que estes políticos fazem a nova política real. Mas, o que isso tem relação com a sua vida? Ou com Macaé? 

Vamos lá: Macaé já atingiu o seu ápice orçamentário baseado no petróleo e agora chegará a hora da sua grande transformação social.

Desta forma, com uma educação pública universalizada e a saúde em franca ascensão, funcionando como uma pequena metrópole, a cidade se debruça em criar oportunidade para quem tenta, mas, não consegue viver no dia a dia do mercado offshore. E vai ser através do diálogo e com os pés no chão a fórmula que, não só o governo municipal, mas, toda a sociedade encontrará os caminhos para a próxima curva.

Sendo assim, em Macaé, percebendo que a fase dos empregos de altos salários, de contratações imediatas e de benefícios fartos passou, criando um mercado de trabalho dependente de superlativos que não se encaixarão mais nesta nova versão da indústria de óleo e gás, a cidade ficou à postos para a inclusão social. Além de emprego, as pessoas precisam de oportunidade social e a influência do Estado (gestão pública) é mais que necessária, é vital para isso. Foi assim que Macaé atravessou os abalos da crise econômica, mantendo salários em dia, numa cidade organizada,  com saúde e educação priorizada. Contudo, a possibilidade de transferir renda, fazendo esta girar no próprio comércio, mover, enfim, uma agressiva política de desenvolvimento humano e social, aliada a humanização, ou seja, "eu vou te atender como gostaria de ser atendido" pedem passem através do: diálogo, da gestão e dos pés no chão. Ou ainda, só um ex-funcionário de uma multinacional que, ganhava 20 mil, e, hoje precisa ser corretor de imóveis ou uber, como meu pai, por exemplo, sabe o valor de uma bolsa família de 100 reais. Só quem tem um filho na rede municipal de ensino, como tenho o meu, sabe o valor de uma educação particular. Só quem vê um avô ferroviário de 87 anos, entre a vida e a morte,  num hospital público,  como eu vi, sabe o valor de um plano privado de saúde. 

Logo, independentemente de cor partidária,  os movimentos de conversas, as experiências administrativas e a humildade de reconhecer erros e acertos com os calçados sujos de  cada metro quadrado da cidade superam quaisquer artimanhas ou outros cenários.  

Então, esquecendo nomes ou partidos, apesar de que o vigor político ficará no centro e na centro esquerda, aliás, o próprio Datafolha já diz quando os mais pobres, os mais ricos e os mais jovens reprovam a política do extremismo, fica a seguinte reflexão de Victor Hugo: "Nada é mais poderoso do que uma idéia que chegou no tempo certo." E, desta vez, serão as ideias e não a destruição delas que vão vencer e nortear o tempo. O tempo da nova política real. 

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