Dilma deu a mão à palmatória e reconheceu que precisa de Lula

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(Foto: Alex Solnik)


A melhor notícia da reforma ministerial é a nomeação de Jaques Wagner na Casa Civil, a pedido de Lula. Depois de muito resistir, finalmente a presidente Dilma reconheceu que precisava dar ares novos a seu governo e isso não poderia acontecer sem mexer no coração dele, que é a Casa Civil.

Reconheceu, também, que Lula estava fazendo falta ao governo. Enquanto o titular da Casa Civil era alguém que não tinha bom relacionamento com Lula, não havia como Lula ajudar a desfazer o grande nó desses nove meses que são as relações com a Câmara dos Deputados, excessivamente tensas, turbulentas e instáveis, no que diz respeito inclusive aos chamados partidos da base, nem sempre confortáveis no mesmo barco do palácio.

Eram públicas e notórias a inabilidade e o desgaste de Mercadante nessa seara, mas a presidente resistia à mudança, há tempos articulada por Lula. O timing tem sido o grande inimigo da presidente. Se dependesse de Lula, Mercadante jamais estaria na Casa Civil.

Antes tarde do que nunca. Lula nunca mais vai se queixar por não ser ouvido pela presidente. Agora ele terá olhos e ouvidos no palácio vinte e quatro horas, vai ser informado de todos os detalhes e poderá apresentar suas soluções diretamente a Wagner, com quem terá canal direto.

Isso deverá melhorar a gestão política, desanuviar o clima tenso, imprimir uma nova dinâmica com reflexos positivos em todo o ministério e dar, assim, mais tranquilidade à Fazenda para dizer a que veio, mostrar se tem garrafa para vender ou então pegar o banquinho e sair de fininho.

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