Direito desportivo e Olimpíadas 2016

A quase um ano e meio das olimpíadas de 2016, o Brasil precisa, a passos largos, encontrar um verdadeiro direito desportivo que favoreça aos seus atletas e combine com o nível de profissionalismo internacional

A praticamente um ano e meio das Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio de Janeiro, o Brasil precisa, a passos largos, encontrar um verdadeiro direito desportivo que favoreça aos seus atletas e combine com o nível de profissionalismo internacional.

Perdemos a Copa do Mundo no futebol, imagem inesquecível pela mediocridade do placar, o vôlei também perdeu sua liderança, o basquete sempre passa por enormes dificuldades, notadamente o feminino, o tênis de vez em quando faz surgir um atleta excepcional, e assim nossa imprensa, invariavelmente, destaca o nosso futebol de todos os dias, mais se parece uma pelada do que propriamente times profissionais com os salários pagos de jogadores e técnicos.

Na realidade é fundamental um tratamento jurídico e a transformação em sociedades cooperativas e empresárias, a fim de que não exista uma permanente dependência do patrocínio.

Nosso futebol, a maioria dos clubes, vive com o patrocínio oficial da Caixa Econômica Federal, enquanto no exterior assistimos o progresso multilateral de vários esportes, basta observar o celeiro da China, Japão e Coréia, no Brasil engatinhamos de maneira pouco profissional e de resultados pífios.

No atletismo não é diferente, já que os atletas dependem de jornadas de trabalho exaustivas e o patrocínio muitas vezes atrasa ou falha.

Não há uma competição permanente com a Europa e EUA frequente e constantemente, sequer conseguimos competir em termos de américa latina, donde se prevê uma serie de adversidades em termos de medalhas para as Olimpíadas em 2016.

O prognóstico somente pode arregimentar pitadas de otimismo se houver uma mudança fundamental na legislação e no tratamento entre os agenciadores de atletas e as condições básicas para as competições além território.

O que se gasta em relação ao produto interno bruto com os esportes é por demais pequeno e várias gerações vão desperdiçando tempo com o acontecimento olímpico.

E por falta de opção ou até de concorrência muitos seguem na profissão quando pela idade já deveriam ter pendurado as chuteiras, expressão comum dos usos e costumes no futebol.

A visão profissional exige conteúdo empresarial, legislação com flexibilidade, reestudo da lei do passe livre e o direito de arena, para tanto um conjunto de empresas de ponta deveria otimizar e lutar para que o Brasil seja salvo em 2016 preparando seus atletas, fazendo com que compitam e lhes dando todos os meios necessários aos índices e respectivas medalhas.

Uma revisão completa do modelo deve ser pensada e refletida de forma concreta e ambiciosa.

Do que adiante partidas de futebol com times de todas as divisões se na prática o que assistimos é um quadro desolador, campos novos, mas práticas velhas e raposas tomando conta e não abrindo as contas para que exista transparência, controle e fiscalização?

Acaso queiramos derrotas nada precisará mudar, se quisermos vitórias é essencial começarmos já as grandes mudanças legais, profissionais e acima de tudo conscientização dos atletas brasileiros para o meeting 2016.

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