Diretas Já, o caminho para o Brasil sair da crise econômica e política

As manifestações suprapartidárias  ocorridas nos dois últimos fins de semana, no Rio e em São Paulo, com mais de 100 mil pessoas em cada uma,  demonstram que a população quer eleger um presidente

diretas já
diretas já (Foto: Carlos Zarattini)

Diretas Já! O apoio à eleição direta de um novo presidente da República é uma das principais decisões tomadas durante o 6º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado semana passada, em Brasília. Além de eleger a primeira mulher presidenta nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o partido deu mostras de vitalidade e de respeito à diversidade, deixando claro que tem propostas para o Brasil sair da atual crise econômica, financeira e social, provocada por um governo ilegítimo contagiado por denúncias de corrupção e preso a uma agenda neoliberal que todo o mundo já viu que é desastrosa.

A saída passa pelas Diretas Já. E o Partido dos Trabalhadores une-se a outros segmentos da sociedade brasileira para a eleição de um novo presidente da República. O nosso partido mostrou unidade, saiu fortalecido de Norte a Sul, nas pequenas e médias cidades,  pronto para engrossar as fileiras de uma grande movimento nacional cívico e popular, suprapartidário, para a realização de eleições Diretas Já e nenhum direito a menos. O presidente ilegítimo Michel Temer, tragado por denúncias de corrupção e em um permanente imobilismo que tem levado o País ao buraco, tem que renunciar, já não tem condições de governar.

Faltam a Temer  legitimidade e capacidade de governar. Só acenar ao chamado mercado, agradando aos setores financeiro e ao capital estrangeiro, além de segmentos mais reacionários da sociedade que lhe dão apoio no Congresso, não é suficiente para tirar o Brasil da crise. Como destacou a presidenta legítima Dilma Rousseff, no Congresso do PT, a razão do golpe parlamentar de 2016 foi enquadrar o Brasil em todas as suas relações, a partir de uma visão neoliberal, nos aspectos econômicos, políticos, sociais e geopolíticos.  É este o pano de fundo que move as reformas atuais que o povo brasileiro não chancelou nas urnas, em 2014.

O povo quer um governo que não retire direitos, impulsione a economia, com geração de empregos e renda, combata as disparidades sociais e regionais e defenda os interesses nacionais. Foi esse o recado que o ex-presidente Lula deu aos delegados do partido. A necessidade de despertar, de novo, a esperança no povo brasileiro.

As manifestações suprapartidárias  ocorridas nos dois últimos fins de semana, no Rio e em São Paulo, com mais de 100 mil pessoas em cada uma,  demonstram que a população quer eleger um presidente. São manifestações em todos os lugares, de movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs que demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

Nesse sentido, é de vital importância a criação da Frente Ampla Nacional em Defesa das Diretas Já, ocorrida na segunda-feira (5), em Brasília. Com mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político,  a Frente vai atuar para uma mobilização popular em todo o território nacional. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

Fora Temer! Diretas já! E nenhum direito a menos!

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