Ditadura num beco sem saída

"As pesquisas eleitorais confirmam que todos os arbítrios perpetrados contra Lula não surtiram os efeitos planejados pela ditadura Globo-Lava Jato", avalia o colunista do 247 Jeferson Miola; É ainda mais paradoxal: aconteceu exatamente ao contrário do esperado. A cada dia fica mais claro que a ditadura se encontra num beco sem saída. Além de não ter nenhuma chance de vencer a eleição de outubro, assiste passivamente ao triunfo político, eleitoral e moral do Lula", diz ele 

Ditadura num beco sem saída
Ditadura num beco sem saída

As pesquisas eleitorais confirmam que todos os arbítrios perpetrados contra Lula não surtiram os efeitos planejados pela ditadura Globo-Lava Jato.

É ainda mais paradoxal: aconteceu exatamente ao contrário do esperado. A cada dia fica mais claro que a ditadura se encontra num beco sem saída. Além de não ter nenhuma chance de vencer a eleição de outubro, assiste passivamente ao triunfo político, eleitoral e moral do Lula.

A ditadura iludiu-se que depois da prisão política montada por meio da farsa jurídica dos procuradores, policiais federais, Moro e TRF4, Lula estaria eleitoralmente morto.

Mas Lula, ao contrário, então alcançou índices nas pesquisas que lhe garantem a vitória em primeiro turno. Além disso, o PT recuperou a hegemonia da preferência partidária perante 25% das pessoas, e o lulismo se transformou num fenômeno subjetivo que povoa o imaginário das grandes massas que não protestam nas ruas, mas que se rebelarão nas urnas.

Foi então preciso desrespeitar a ONU e converter o Brasil em nação-pária para cassar o registro da candidatura do Lula – também na ilusão de que, banindo-o das urnas, conseguiriam impedir a vitória dele. Mas esse desejo, porém, também está condenado ao fracasso.

Mesmo arbitrariamente impedido de ser sufragado por mais de 70 milhões de brasileiros, Lula preserva uma potência política e eleitoral invejável, capaz de eleger Fernando Haddad/Manuela D´Ávila ou quem definir como seu herdeiro na eleição.

Bolsonaro continua patinando no patamar dos 20%-24%, apesar da dose cavalar de exposição midiática recebida depois do ataque a faca, e apesar do empenho da Globo em edulcorar o perfil do fascista – o que, convenhamos, é uma façanha irrealizável, como o próprio candidato atestou ao posar para fotografia na UTI fazendo o gesto de arma de fogo.

Em breve Bolsonaro será ultrapassado pelo Ciro Gomes, para quem ele perderá votos, porém não a liderança do sentimento anti-petista.

Alckmin virou pó, tal como aconteceu com seu antecessor na presidência do PSDB, o Aécio Neves; e, ainda por cima, carregará o fardo de conduzir o partido à sua mais estrondosa derrota da história.

Marina Silva confirma a profecia de candidata que definha no meio do caminho e, portanto, já saiu do radar do establishment, que a vê como opção tíbia e ineficaz no enfrentamento ao lulismo e ao petismo.

O potencial de votos totais de todos os demais candidatos antipetistas [somados], será marginal.

Para magnificar o desastre para a ditadura, é preciso ainda sublinhar que, mesmo sem nenhuma declaração do Lula indicando-o como seu sucessor, na primeira pesquisa na qual figura, Haddad já aparece empatado no segundo lugar, com quase 10%.

Marcos Coimbra, do Vox Populi, sustenta que Lula não precisa mais que 6 horas para transferir milhões de votos a Haddad. Quando for noticiado Lula pedindo voto ao ele, Haddad será rapidamente catapultado à liderança nas pesquisas. A partir daí, a hipótese de sua vitória no primeiro turno passará a ser uma realidade bastante tangível.

Não há nenhuma garantia de que o establishment e sua ditadura aceitem qualquer resultado nas urnas que não seja a continuidade do golpe.

O arsenal de medidas totalitárias à disposição do regime de exceção é considerável. Impedir qualquer candidatura petista, cassar a propaganda partidária, proscrever o PT ou suspender a eleição são possibilidades que não devem ser desprezadas, assim como a promoção de sofisticadas fraudes no processo de votação.

A restauração democrática para que se possa iniciar a reconstrução econômica e social do Brasil é uma necessidade vital que, todavia, só será assegurada com a ampla mobilização e vigilância da consciência democrática nacional e internacional.

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