Dois duelos de sangue nesta terça-feira

"São duas as lutas políticas sangrentas marcadas para hoje. No Conselho de Ética, no início da tarde, a votação do prosseguimento do processo de cassação de Eduardo Cunha. Ele sabe que se não matar a cobra ali, na largada do processo, acabará cassado pelo plenário. A outra é a votação da redução do superávit primário deste ano. Se não conseguir reduzir a meta, o governo sabe que está gerando para a oposição uma chance bem melhor de instalar no ano que vem o processo de impeachment da presidente Dilma por crime de responsabilidade", diz a colunista Tereza Cruvinel

www.brasil247.com - "São duas as lutas políticas sangrentas marcadas para hoje. No Conselho de Ética, no início da tarde, a votação do prosseguimento do processo de cassação de Eduardo Cunha. Ele sabe que se não matar a cobra ali, na largada do processo, acabará cassado pelo plenário. A outra é a votação da redução do superávit primário deste ano. Se não conseguir reduzir a meta, o governo sabe que está gerando para a oposição uma chance bem melhor de instalar no ano que vem o processo de impeachment da presidente Dilma por crime de responsabilidade", diz a colunista Tereza Cruvinel
"São duas as lutas políticas sangrentas marcadas para hoje. No Conselho de Ética, no início da tarde, a votação do prosseguimento do processo de cassação de Eduardo Cunha. Ele sabe que se não matar a cobra ali, na largada do processo, acabará cassado pelo plenário. A outra é a votação da redução do superávit primário deste ano. Se não conseguir reduzir a meta, o governo sabe que está gerando para a oposição uma chance bem melhor de instalar no ano que vem o processo de impeachment da presidente Dilma por crime de responsabilidade", diz a colunista Tereza Cruvinel (Foto: Tereza Cruvinel)


São duas as lutas políticas sangrentas marcadas para hoje. No Conselho de Ética, no início da tarde, a votação do prosseguimento do processo de cassação de Eduardo Cunha. Ele sabe que se não matar a cobra ali, na largada do processo, acabará cassado pelo plenário. A outra é a votação da redução do superávit primário deste ano. Se não conseguir reduzir a meta, o governo sabe que está gerando para a oposição uma chance bem melhor de instalar no ano que vem o processo de impeachment da presidente Dilma por crime de responsabilidade.

 O governo finge que pagará para ver e Eduardo Cunha finge segurança em relação à decisão de hoje do Conselho de Ética. Anuncia um adiamento da decisão sobre o impeachment por causa da nova denúncia (recebimento de propina do banqueiro André Esteves para emendar medida provisória) mas está esperando mesmo é pelo voto dos petistas no conselho. Eles estão com a faca no pescoço, como diria o ministro Lewandowski. Se votarem Cunha, ouvem a toda hora, serão responsáveis pela abertura do processo de impeachment.  Já estariam começando a abrir a guarda. Se pelo menos dois votarem a favor do arquivamento do processo,  determinarão o resultado que contentará Cunha.

A votação da meta de superávit será à noite, em sessão conjunta do Congresso. Será dirigida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, que acaba de ser novamente denunciado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot.  Será que desta vez, como da primeira denúncia, ele cismará que foi armação do governo? Ele e Dilma voltarão às boas e ele tem ajudado o governo. Tudo dependerá muito de sua condução.

Mas a oposição vai armada para o plenário, disposta a fazer um banzê para impedir a votação. Sabe que esta é a melhor chance de conseguir tirar Dilma do Planalto, ainda que adiando a refrega do impeachment para o ano que vem. Sem a redução da meta, que legalizará o rombo bilionário nas contas de 2015, ele terá contrariado a Lei de Responsabilidade Fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dilma volta de Paris disposta a comandar a ofensiva. Fará nesta manhã uma reunião de coordenação e pretende conversar com os líderes de cada partido, lembrando os acordos feitos na última reforma ministerial. Agora, dirá, é hora de solidariedade ao governo. Ela fará a conversa política, os  ministros Jacques Wagner e Ricardo Berzoini os acordos que forem necessários para garantir os votos necessários

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email