Dolarização de preços dos combustíveis potencialmente revolucionária aceleraria greve e privatização da Petrobrás

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Petrobrás (Foto: ABr | FUP)


Por César Fonseca 

Está ficando explosiva e incontrolável, potencialmente, revolucionária, dada irritação social que desperta, a cotacao dos combustíveis baseada na política de paridade de preços de importação. Ela diretamente introduz dolarização da economia, visto que se dissemina generalizadamente nas cadeias produtivas. Explode contradição: trabalhador ganha em real, mas paga combustível em dólar. O barril importado custa 90 dólares contra custo interno de 10 dólares, já que país dispõe de custo competitivo para extrair, fabricar e distribuir, graças à  verticalização produtiva alcancada pela Petrobrás.

DOLARIZAÇÃO ECONÔMICA 

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Até palito(apelido do presidente Bolsonaro nos seus tempos de quartel militar) de fósforo sobe com moeda americana. O impacto é  destrutivo no bolso do consumidor. A formação do preço começa em Houston onde se leva em conta o dólar acrescido do frete e todos demais custos de internação, impostos, taxas e contribuições, tudo junto e misturado a partir dos postos de distribuição.

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DESCONTROLE TOTAL

Os aumentos semanais de preços carregam lógica para se transformarem em diários no compasso da desvalorização da moeda já que o governo perdeu controle sobre ela, quanto mais a gestão macroeconômica produz concentracao de renda, desigualdade social, instabilidade cambial, inflação, juros, arrocho salarial e, consequentemente, fuga de capital. Pura lógica perversa que aprofunda subconsumismo e queda da taxa de lucro do capital que se descola da produção para a especulação. É a financeirização econômica intensificada a partir do golpe neoliberal contra Dilma Rousseff que o banqueiro André  Esteves comparou ao golpe militar de 1964 em video vazado à  TV 247.

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FALSA SOLUÇÃO 

Os reajustes dos preços dos combustíveis, portanto, são produto desse descontrole que coloca a privatização como falsa solução para interrompê-los. Bolsonaro aproveita a incapacidade de governar, nesse contexto, para gerar fakenews intermitentes. Privatizar, diz, tiraria dos seus ombros a culpa que acumularia como responsável pelos reajustes semanais que caminham para ser diários, mantida política de paridade de preços de importação que favorece acionistas privados da Petrobrás e prejudica consumidores, graças inflação que provoca.

GREVE REVOLUCIONARIA OU NÃO?

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Esse descontrole, por sua vez, impulsiona a greve, necessariamente, explosiva, socialmente. Leva-a a uma dinâmica dialética revolucionária. Tal movimento despertaria  consciência dos grevistas de que eles mesmos, com seu movimento de resistência, deveriam ditar os preços, ou não? O desastre da política de preços pode ou não produzir tal radicalização que fugiria do controle do governo? Pintaria ou não, no limite,  unidade nacional em favor da greve por refletir uma só reivindicação social? De uma coisa se pode ter certeza: somente mobilização por uma greve tem poder potencial para interromper e mudar tal política sob pena de implodir revolta popular.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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