Dona Cármen Lúcia traiu Teori

Antes de morrer na queda do avião, Zavascki expressara o desejo de tornar públicas as 77 delações da Odebrecht que foram homologadas na manhã de ontem (30). Cármen Lúcia fez o serviço pela metade. Ela homologou, mas manteve os conteúdos delatados sob segredo de justiça

Brasília - O ministro Teori Zavascki e a presidente do STF, Cármen Lúcia, chegam para sessão plenária para definir a fixação da tese de repercussão geral nas ações que tratam da desaposentação (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro Teori Zavascki e a presidente do STF, Cármen Lúcia, chegam para sessão plenária para definir a fixação da tese de repercussão geral nas ações que tratam da desaposentação (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Esmael Morais)

Os internautas acreditam que dona Cármen Lúcia, presidenta do STF, traiu a memória do falecido ministro Teori Zavascki que era relator da Lava Jato naquela corte.

Antes de morrer na queda do avião, Zavascki expressara o desejo de tornar públicas as 77 delações da Odebrecht que forma homologadas na manhã de ontem (30).

Cármen Lúcia fez o serviço pela metade. Ela homologou, mas manteve os conteúdos delatados sob segredo de justiça.

A sensação de que a presidenta do Supremo traiu Teori, ao não levantar o sigilo, é cada vez maior nas redes sociais e na sociedade brasileira.

Dona Cármen poderia ter submetido à luz as delações, mas, ao que parece, deixou para que o próximo relator a ser sorteado o faça ou não.

O diabo é que esse "segredo de justiça" só beneficia a Globo que obtém vazamentos seletivos da operação Lava Jato. Esse método é ruim para a mídia plural e democrática e para os próprios acusados que não têm direito ao contraditório devido ao suposto sigilo

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