Doria chama Carla Zambelli de “engraxate de botas de militares”

"Ela já tinha 'adivinhado' operações contra Witzel e Barbalho. Vamos ver se acerta pela terceira vez", escreve o jornalista Alex Solnik

Carla Zambelli, Helder Barbalho e João Doria
Carla Zambelli, Helder Barbalho e João Doria (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Ag. Pará | GOVSP)
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O governador João Doria reagiu com veemência a declarações da deputada Carla Zambelli, de que ele seria o próximo alvo da Polícia Federal, que efetuou mais cedo operação de busca e apreensão em endereços do governador do Pará, Helder Barbalho, por suspeita de negociata em compra de ventiladores no valor de R$50 milhões.

  Doria disse que ela mais parecia ser Mãe Dinah do que deputada e a acusou de tráfico de influência:

  “A deputada Carla Zambelli trata a Polícia Federal como se fosse polícia particular. Ela foi eleita para ser deputada e não porta-voz da Polícia Federal. Se estiver exercendo essa função, ela é ilegal, é o uso da Polícia Federal como polícia política”.

  “São Paulo não precisa de vitrola parlamentar ideológica” continuou Doria “que só serve para engraxar as botas de militares, sobretudo as de seu chefe, o presidente da República”.

  Sem nunca ter apresentado um projeto ou feito algum pronunciamento importante na Câmara dos Deputados, a deputada paulista, discípula de Olavo de Carvalho, tem recebido holofotes em razão de barracos com a ex-amiga Joice Hasselman e missões que não cabem a parlamentares, como negociar a permanência de Moro no ministério em troca de uma vaga no STF e agora como porta-voz de operações da Polícia Federal.

  Ela já tinha “adivinhado” operações contra Witzel e Barbalho.

  Vamos ver se acerta pela terceira vez.     

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