E se o Brasil tivesse um governo comprometido com a vida?

(Foto: Marcos Corrêa/PR | Reuters)
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1- Em primeiro lugar, mandaria às favas a economia. A racionalidade econômica seria substituída pela obsessão por salvar de vidas. Depois se pensaria em como remendar as finanças. Como Lula tem dito, na guerra do Paraguai o Brasil gastou o equivalente a 11 vezes o orçamento do país à época. E estamos em guerra contra um inimigo potente, traiçoeiro e invisível.

2- A Casa da Moeda estaria emitindo dinheiro para ajudar as pessoas, financiar programas emergenciais do governo federal e socorrer estados e municípios.  

3- O presidente da República lideraria os esforços de enfrentamento da pandemia, em articulação permanente com os governadores, prefeitos e o Congresso Nacional. Usaria com frequência as redes sociais e a cadeia nacional de rádio e televisão para fazer balanços e conclamar a população a ficar em casa, como única forma de se achatar a curva de contágio. Com o aumento do número de casos, a quarentena daria lugar ao lockdown, o fechamento total, como fizeram outros países. O chefe da nação prestaria também suas condolências e expressaria solidariedade às famílias enlutadas pela dor da perda de entes queridos.

4- Sem amarras burocráticas e no tempo que a escalada avassaladora da pandemia requer, desempregados, trabalhadores informais, autônomos, e também os de carteira assinada que estejam encontrando problemas para receberem seus salários, teriam acesso a uma ajuda financeira suficiente não só para a alimentação, mas também para pagar contas de água, luz, telefone, condomínio, remédio, aluguel, prestação da casa própria, etc. Os R$ 600 atuais mal dão para comer.  

5- Toda a ação diplomática e comercial do país estaria a serviço da compra no exterior de respiradores e testes, na quantidade necessária para cuidar dos casos mais graves da covid-19 e detectar de forma ampla e maciça o número de infectados na população.

6- O presidente e as autoridades do Ministério da Saúde aproveitariam sua exposição midiática para pedir os brasileiros e brasileiras que lavem as mãos, usem máscaras e álcool gel e guardem distância uns dos outros, evitando a todo custo aglomerações.

7- Seria zerada a tributação sobre álcool gel, álcool 70 e máscaras. Além disso, o governo baixaria decreto obrigando o sistemas público e privado de saúde a fornecer Equipamentos de Proteção Individual para os profissionais de saúde, tais como luvas, óculos, gorros, aventais e máscaras N95, além de álcool gel. Esses EPIs, que também ficariam isentos de impostos, poderiam ser fabricados por micro, pequenas e médias empresas, que contariam com linhas de crédito a juros zero caso precisassem se estruturar para essa empreitada.

8- Para não quebrar e manter seus empregados, as empresas receberiam empréstimos do governo, também sem juros e com prazo de carência estendido, com previsão de começo de pagamento apenas quando da retomada da atividade econômica. Tudo simples, rápido e desburocratizado. Bem diferente do programa anunciado pelo governo Bolsonaro, cujas exigências o tornam praticamente uma miragem.

9- O governo instituiria um conselho consultivo integrado por renomados infectologistas e virologistas, a quem caberia monitorar o quadro da epidemia no Brasil diuturnamente, subsidiando o governo com informações sobre os passos mais importantes a serem dados.

10- Em vez de propagar fake news sobre remédios milagrosos contra a covid-19, o governo cuidaria de investir vultosos recursos e dar apoio tecnológico à pesquisa de uma vacina contra o coronavírus, bem como à busca por medicamentos realmente eficazes para combater o coronavírus. De cara, mandaria uma mensagem para o Congresso Nacional revogando a Emenda 95, que congelou criminosamente os gastos com saúde e educação.

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