Edir Macedo chegou ao poder

"Dono, além da Igreja e da TV Record, de um partido político e de uma bancada no Congresso, Edir Macedo recebeu, hoje, do governo Bolsonaro dois passaportes diplomáticos, o seu e o da sua mulher. O 'bispo'finalmente chegou ao poder", escreve o jornalista Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia, sobre o passaporte diplomático recebido por Edir Macedo do governo de Jair Bolsonaro

Edir Macedo chegou ao poder
Edir Macedo chegou ao poder (Foto: Reprodução/Facebook)

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia - Durante a campanha presidencial de 1989, o então candidato Fernando Collor perguntou a Edir Macedo o que ele queria em contrapartida para apoiá-lo. O fundador da Igreja Universal, que ainda não tinha um partido político respondeu que gostaria de rezar a missa da vitória, uma missa evangélica.

Collor concordou. Há testemunhas vivas.

Já vitorioso, chamou o "bispo" para uma conversa na Casa da Dinda. Explicou que sofria pressão irresistível contra a ideia da missa evangélica. Mas ele podia pedir o que quisesse.

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Convidado especial para a cerimônia da posse, o "bispo", a certa altura, descalçou os sapatos, ficando de meias. Seu acompanhante, então deputado federal e apoiador de Collor estranhou o gesto. "A gente precisa pisar com os pés o território que pretende dominar" explicou ele.

Passados 29 anos, dono, além da Igreja e da TV Record, de um partido político e de uma bancada no Congresso, Edir Macedo recebeu, hoje, do governo Bolsonaro dois passaportes diplomáticos, o seu e o da sua mulher.

O "bispo" finalmente chegou ao poder.

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