Educação para o século 21

Cutucar, instigar, desenvolver um pensamento crítico e capaz de assimilar o que é importante - eis a missão da escola

Cutucar, instigar, desenvolver um pensamento crítico e capaz de assimilar o que é importante - eis a missão da escola
Cutucar, instigar, desenvolver um pensamento crítico e capaz de assimilar o que é importante - eis a missão da escola (Foto: Bia Willcox)

Semana passada entrevistei o Ministro da Educação e professor Renato Janine e, como atuo no mercado educacional há pelo menos 20 anos, não resisti e provoquei uma fagulha de debate sobre o futuro do ensino e da aprendizagem.

O que ensinar? O que aprender? Como e pra que aprender certas coisas?

Antigamente ouvia-se que não podíamos dar o peixe aos nossos filhos (e alunos) - tínhamos que ensiná-los a pescar. Hoje eles aprendem a pescar no Google, no youtube e onde mais quiserem. A quem educa e forma, cabe mostrar qual a melhor vara de pescar e sobretudo, que peixes pescar no "mar" de opções.

Educar antes era, principalmente, fazer assimilar conteúdos diversos. Quem ainda acredita que educar é, majoritariamente, transmitir conhecimento, perdeu o bonde. Todos nós, adultos e crianças, somos bombardeados de informação e conteúdos diversos o tempo todo. Muito. Demais até. O que precisamos aprender nesses novos tempos de informação em excesso, desde o berço quase, é a arrumar tudo isso e transformar em vantagem, conhecimento pra nós. Precisamos instalar um filtro crítico, um ponderador eficiente pra não pirarmos com todo o input que recebemos.

Esse é o papel da escola, da família e de todos os que ousarem contribuir na formação de cidadãos de caráter fortalecido e preparados para o século 21.

Cutucar, instigar, desenvolver um pensamento crítico e capaz de assimilar o que é importante - eis a missão da escola. Como disse o ministro, é importante dar condições ao aluno para que ele saiba separar o joio do trigo.

O futuro da escola está aí: ela deve ser inclusiva como os meios digitais tendem a ser (a internet e as redes sociais já são acessíveis a metade da população brasileira) e ensinar a administrar mentalmente, sem perder o equilíbrio ou a tranquilidade, todos os conteúdos que os alunos, sozinhos, podem descobrir ao longo de sua vida.

A escola e o professor que não questionam, não provocam, não focam nas habilidades mais do que nos conteúdos (a habilidade de solucionar problemas é possivelmente a mais importante a ser desenvolvida neste novo século), não desenvolvem o pensamento criativo ou não pautam seu currículo na ética, não perceberam, mas já se tornaram o aparelho telefônico que ninguém quer mais ou a internet discada.

Porque vintage, só videogame ou peças de vestuário. Educação, a gente quer a de ponta, que acompanhe a nova criança e o novo adulto.

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