Eficiências seletivas

Há uma “ineficiência seletiva” no caso da propina tucana julgada no TCE, sem muita surpresa, pois a propalada eficiência de alguns setores da Justiça também é seletiva em função das cores partidárias dos envolvidos e de quem sai na foto com o juiz

Eficiências seletivas
Eficiências seletivas (Foto: Divulgação)
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Há uma “ineficiência seletiva” no caso da propina tucana julgada no TCE, sem muita surpresa, pois a propalada eficiência de alguns setores da Justiça também é seletiva em função das cores partidárias dos envolvidos e de quem sai na foto com o juiz. A sensação de impunidade foi substituída pela de injustiça. Nessa toada, o jurista Ives Gandra da Silva Martins fez uma defesa técnica do STF, com sói ser, dada sua formação. No entanto, o que mais incomoda não é o saber jurídico dos magistrados, mas sim o seu protagonismo político sem terem sido eleitos para tanto. Na verdade, é o mal que permeia toda a Justiça brasileira: o poder dos sem voto.

Adentrando a questão política envolvida, o recente artigo de Lula “Afaste de mim este cale-se” machuca pelo que contém: somente verdades e um desabafo franco e sincero do ex-presidente. Não será ouvido por quem deveria e reforça a convicção da maioria dos eleitores que o apoiam. Em época de incertezas, ao menos é certo que Lula continua vivo e ativo! As raras e recentes pesquisas eleitorais mostram que ele é excelente candidato, mas não um bom eleitor. A suposta transferência de votos somente será avaliada após definição de quem teria o apoio do PT. Ciro Gomes ainda peca pela sua língua solta e braços largos, querendo agregar tudo e todos. Essas pesquisas eleitorais são tidas como mera especulação, mas é em seus resultados que as possibilidades das próprias candidaturas e coligações se baseiam. São o retrato do momento, ainda que poucas fotografias foram feitas nas últimas semanas.

Por fim, duas profundas matérias de Alceu Luís Castilho ligaram os pontos do campo à academia, justificando a plutobiografia de FHC e revelando uma parte do que tem sido a comissão pela venda do patrimônio público brasileiro em seu governo e a manutenção da dicotomia entre casa-grande e senzala. O verborrágico geminiano deixa entrever em suas confissões ao gravador parte dessa história, mas não assumirá os desvios, uma vez que tem o beneplácito da defesa tucana juridicamente institucionalizada.

 

 

 

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