Eleição sem Lula

"As tábuas de salvação de Lula estão cada vez mais escassas e mais frágeis, no curto prazo. Não há como supor que a questão da prisão depois da segunda instância será discutida pelo STF ainda este ano", diz o colunista Alex Solnik; "O PT tem todo o direito de bater pé, o candidato é Lula, e está com razão, seria burrice tirar do páreo o franco favorito, mas isso não melhora em nada a sua situação jurídica"; afirma; Foi difícil prender Lula. Moro teve que tirar leite de pedra para montar, durante dois anos, um roteiro inverossímil, sem pé nem cabeça e que, no entanto, convenceu três juízes da segunda instância, a opinião pública conservadora e a imprensa que se derrete pela Lava Jato. Soltar será mais difícil ainda"

"As tábuas de salvação de Lula estão cada vez mais escassas e mais frágeis, no curto prazo. Não há como supor que a questão da prisão depois da segunda instância será discutida pelo STF ainda este ano", diz o colunista Alex Solnik; "O PT tem todo o direito de bater pé, o candidato é Lula, e está com razão, seria burrice tirar do páreo o franco favorito, mas isso não melhora em nada a sua situação jurídica"; afirma; Foi difícil prender Lula. Moro teve que tirar leite de pedra para montar, durante dois anos, um roteiro inverossímil, sem pé nem cabeça e que, no entanto, convenceu três juízes da segunda instância, a opinião pública conservadora e a imprensa que se derrete pela Lava Jato. Soltar será mais difícil ainda"
"As tábuas de salvação de Lula estão cada vez mais escassas e mais frágeis, no curto prazo. Não há como supor que a questão da prisão depois da segunda instância será discutida pelo STF ainda este ano", diz o colunista Alex Solnik; "O PT tem todo o direito de bater pé, o candidato é Lula, e está com razão, seria burrice tirar do páreo o franco favorito, mas isso não melhora em nada a sua situação jurídica"; afirma; Foi difícil prender Lula. Moro teve que tirar leite de pedra para montar, durante dois anos, um roteiro inverossímil, sem pé nem cabeça e que, no entanto, convenceu três juízes da segunda instância, a opinião pública conservadora e a imprensa que se derrete pela Lava Jato. Soltar será mais difícil ainda" (Foto: Alex Solnik)
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O cenário político impõe reflexões realistas. No entanto, passados apenas alguns dias da prisão de Lula prevalecem, ainda, manifestações poéticas, hipotéticas e até heroicas. Os que amam Lula, buscam saídas para "tirá-lo da cadeia". Como se houvesse. Os que o detestam se iludem achando que sem ele nada será como antes. Para melhor.

Imagens ainda muito frescas para virarem história esboçam um retrato na parede em que se percebe o fim de um ciclo. Desde 1989 é a primeira eleição em que ele quer disputar, mas não vai, porque o estado impede. Fecha-se a Nova República. A constituição gerada por ela não vale mais. Lula apontou para esse quadro: não quis ser preso no Instituto Lula, mas no sindicato – onde começou.

As tábuas de salvação de Lula estão cada vez mais escassas e mais frágeis, no curto prazo. Não há como supor que a questão da prisão depois da segunda instância será discutida pelo STF ainda este ano. Mesmo depois da troca de guarda para Dias Toffoli, em setembro.

Recursos a que Lula tem direito no STJ e no STF vão começar a tramitar. Devem levar não menos de dois anos até chegarem à última instância, numa previsão muito otimista. A Justiça não terá pressa alguma em fazê-los andar. Lula já está preso. E enquanto estiver preso vai responder a novos processos.

O PT tem todo o direito de bater pé, o candidato é Lula, e está com razão, seria burrice tirar do páreo o franco favorito, mas isso não melhora em nada a sua situação jurídica. Só quem poderia libertá-lo com uma canetada seroa Temer, presidente tem essa prerrogativa. Mas ele não consegue nem aprovar seu indulto de natal. É o presidente mais fraco dos últimos 30 anos.

O povo na rua poderia fazer o STF mudar de ideia sobre a segunda instância. Mas teria que ser muito povo mesmo. Os 30% que querem votar em Lula, no entanto, não vão às ruas aos borbotões. Os votos de Lula extrapolam o PT. Extrapolam a esquerda. Muitos, sabe-se lá quantos desses 30% não são petistas. Nem de esquerda. Não fazem vigília nem acampamento. Mas votam em Lula.

Pressão política sobre o STF seria mais viável se não fosse ano eleitoral. Aos outros candidatos não interessa a liberdade de quem está em primeiro. Não vão fazer discursos para soltar Lula, com exceção de Boulos e Manuela. Querem que ele continue preso ao menos até outubro. E disputam seus preciosos 30 milhões de votos. Trinta milhões de órfãos de Lula.

O quadro na Câmara e no Senado é o mesmo de há dois anos, quando a direita e a extrema-direita se uniram e derrubaram o segundo governo de esquerda com folgada maioria. Nada que possa favorecer a Lula será aprovado.

Foi difícil prender Lula. Moro teve que tirar leite de pedra para montar, durante dois anos, um roteiro inverossímil, sem pé nem cabeça e que, no entanto, convenceu três juízes da segunda instância, a opinião pública conservadora e a imprensa que se derrete pela Lava Jato.

Soltar será mais difícil ainda.

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