Eles não se importam conosco

Não importa quantos tenham morrido, ou venham a morrer, nem as autoridades federais, nem os símbolos consagrados pelo povo se importam conosco

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Você já ouviu falar em Doegue? 

Doegue era um mercenário que lutava nas tropas do Rei Saul, o primeiro rei de Israel. 

Certa feita Davi, o futuro rei, foi até o local de adoração dos judeus. 

Ele estava com fome, e os seus homens também. Davi pediu ao Sacerdote que desse pão para si e para o seus homens. 

O sumo sacerdote não sabia que o Rei Saul se indispusera com Davi e o estava perseguindo.

Entendeu que Davi ainda era um aliado do Rei e, conferindo se os rituais necessários tinham sido cumpridos, forneceu os pães sagrados para Davi para o seus homens, cerca de 400 soldados. 

Doegue viu. 

Com o passar do tempo essa notícia chegou Rei Saul, que convocou o sumo sacerdote e todos os seus ajudantes, e cobrou deles o terem ajudado Davi.

O sacerdote se defendeu deixando claro que não sabia da animosidade entre os dois, porém, Doegue deu falso testemunho e Saul não teve misericórdia, e mandou que o seus comandantes executassem não só aquele sacerdote, como todos os sacerdotes de Israel, e que destruíssem as cidades onde os sacerdotes moravam.

Os seus Generais se recusaram a participar daquele sacrilégio, contudo, Doegue era só um mercenário. Saul, então, ordenou que Doegue o fizesse, porque Doegue nem era judeu, ele era do povo de Edom. Doegue não pensou duas vezes e matou a todos os sacerdotes.

Hoje, no Brasil, estamos numa discussão sobre se a Copa América deve ou não acontecer aqui.

Tanto técnico da seleção brasileira com os jogadores, disseram que não participariam em solidariedade para conosco, que sofremos com uma pandemia que já matou cerca de 500.000 pessoas. Por esse mesmo motivo duas nações sul-americanas se recusaram a sediar a copa.

Entretanto, o técnico e os jogadores refluíram, possivelmente, por pressão da autoridade Federal, e concordaram em jogar a Copa América, que o governo brasileiro decidiu que seria aqui mesmo, apesar da pandemia e dos riscos enormes.

É interessante pensar que, diferente dos Generais de Saul, que enfrentaram o Rei e se solidarizaram com o seu povo, respeitando a vida dos sacerdotes, símbolos da fé do seu povo, os jogadores e o técnico da seleção brasileira, guardadas as devidas proporções, não demonstraram a mesma empatia com o povo brasileiro.

Embora usem a camisa da seleção brasileira, se portaram como se não se importassem com o que está acontecendo, se portaram como Doegue, como mercenários. 

Quem não se importa com o sofrimento imposto a alguém, se torna conivente com o algoz. 

É impressionante, como, a começar do Presidente da República, passando pelos Generais que não puniram o ex-general da Saúde, que quebrou o regulamento disciplinar, como, agora, a própria seleção brasileira, os que deveriam ser exemplos dão mostra de que não se importam com o povo brasileiro. 

Não importa quantos tenham morrido, ou venham a morrer, nem as autoridades federais, nem os símbolos consagrados pelo povo se importam conosco.

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