Enem e os ataques do desgoverno Bolsonaro à Educação

Com baixa adesão ao ENEM, o governo Bolsonaro permanece inerte ao aumento da desigualdade e da elitização nas universidades

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(Foto: Divulgação)
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O primeiro dia da prova do Enem 2021 revelou dados alarmantes. Mais de um quarto dos inscritos não compareceram no exame nacional. A ausência de 26% dos candidatos nas provas de linguagens, ciências humanas e redação ocorreu na edição da avaliação que já tem o número mais baixo de estudantes desde 2005. Em comparação com 2020, o número de inscritos foi  41% menor que o ano anterior.

Os educadores brasileiros avaliam que durante a pandemia acentuou-se o abismo entre as redes de ensino pública e privada, e o principal motivo foi à inépcia do governo Bolsonaro na educação pública, evidenciada no corte do orçamento da área, na luta contrária aos programas de acesso ao ensino superior, como Prouni e Fies, na falta de investimentos em programas de reestruturação das escolas públicas e em tantos outros descasos.

Relembro que, como único parlamentar do Paraná que está desde o primeiro mandato na Comissão de Educação e como membro da Minoria da Câmara, somei-me à bancada do PT e aos partidos de oposição para convocar o atual ministro da Educação para que explicasse os descasos do atual desgoverno com o Enem.

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Com a contribuição de instigação da violência e ao ódio por parte de Bolsonaro, houve até mesmo estudantes prejudicados no Complexo de Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, devido a uma chacina policial que matou nove pessoas na comunidade. Os alunos, com medo de sair de casa, foram obrigados a desistir do vestibular, e, consequentemente, de seus sonhos de se formar. Até o momento, o ministro não se posicionou sobre o caso ou deu uma solução para estes alunos.

Cada vez mais o governo Bolsonaro tem se comportado como inimigo da educação. O que tem sido feito no ensino está levando o Enem a uma situação caótica e de extrema fragilidade, pois, o exame nacional é a porta de entrada para o ensino superior. Com menos estudantes entrando nas universidades, teremos um aumento da desigualdade nas instituições.

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Como representante do povo, seguirei lutando e denunciando todos essas barbáries no ensino e me opondo a todos os desmandos na educação. Nós vamos trabalhar muito para convencer a população a mudar o perfil do Congresso, a eleger mais deputados comprometidos com o ensino e com o serviço público. Para eleger um presidente que coloque a educação como a maior e principal prioridade do País. Lula provou que isso, de fato, é possível, por isso, nós estamos confiantes que 2022 soprará bons ventos de reconstrução no Brasil.

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