Enfim, good news. Leitores atendem meu apelo: tem notícia boa até no Rio, acreditem!

Jornalista destaca o site 'Rio de boas notícias', criado há seis meses, e ainda o 'Só notícia boa', que traz fatos do mundo todo; "Notícia boa de verdade precisa ser boa para todos, não apenas para os donos do poder. É animador encontrar esses dom quixotes que se dedicam a publicar só notícias capazes de alegrar ou inspirar outras pessoas em busca de um alento nestes tempos difíceis. Não custa nada procurar. Elas existem", comenta Ricardo Kotscho

Enfim, good news. Leitores atendem meu apelo: tem notícia boa até no Rio, acreditem!
Enfim, good news. Leitores atendem meu apelo: tem notícia boa até no Rio, acreditem!

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia - Na sexta-feira, depois daquelas tragédias todas em série, fiz um apelo aos leitores no meu Facebook para que mandassem também notícias boas, pelo amor de Deus.

Até as 11 horas de sexta-feira, 341 pessoas tinham lido meu pedido e 91 enviaram comentários de todo tipo.

A mais surpreendente veio do Rio de Janeiro, após o incêndio no Ninho do Urubu.

Escreveu a jornalista Patrícia Pereira:

"As boas notícias deste país estão vindo do povo, não do governo. Dá para imaginar boas notícias no Rio, no momento atual? Pois é, e olha que elas existem..."

Para quem duvida, é só acessar o site de Patrícia, criado há seis meses, no auge da crise carioca:

www.riodeboasnoticias.com.br

Tem um monte de informações interessantes ali para levantar um pouco o astral, geralmente ligadas à cultura, manifestações populares, ações comunitárias, o povo se virando mesmo sem governo.

Um belo exemplo: "Mutirão recolhe 25 toneladas de lixo em praias selvagens do Rio".

Outro canal que fiquei conhecendo é o site www.sonoticiaboa.com.br de Rinaldo de Oliveira e Andrea Fassina, que conta novidades animadoras vindas do mundo todo:

"EUA criam pílula com insulina para substituir injeção em diabéticos".

Fico imaginando quantas pessoas que sofrem desse mal ficarão felizes com uma notícia dessas.

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De Sorocaba, no interior paulista, recebi uma bela história de superação publicada no site www.sorocabanice.wordpress.com:

"Aluno que fazia faxina e estudava no banheiro passa na Medicina da USP".

Veio notícia boa dos mais diferentes pontos do país, até do meu querido Piauí, sempre menosprezado na grande mídia.

Cantídio Filho nos informa que está chovendo bem por lá e as bancas das feiras já estão carregadas de milho novo e feijão verde.

Ubirajara Inácio, de Ribeirão Preto, conta que está tudo pronto para a abertura da temporada do Coro e Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, a terra do chope, no próximo dia 16 de março, por coincidência, dia do meu aniversário.

E vai por aí: meu amigo Mario Vianna, dramaturgo e jornalista, está lançando seu primeiro livro de ficção e Andre Galvão informa que Benjor e Gil estão gravando um novo CD.

Nem tudo está perdido.

Vale a pena entrar no meu Face para ver os outros comentários.

Mas quando se fala em notícia boa, sempre é bom perguntar: boa para quem?

Já ficamos sabendo pela Patricia Pereira que elas são produzidas pelo povo, e não pelos governos, mas a quem beneficiam?

Foi o que pensei no sábado de manhã quando um amigo me disse que tinha acabado de sair do bar um outro amigo cheio de boas noticias, que eu perdi...

Até estranhei porque isso não é comum.

É que quando encontro a turma sempre pergunto se alguém tem alguma novidade boa para me contar, que eu possa publicar no Balaio.

E a reação da maioria é de espanto: "que pergunta difícil!", dizem. Outros dão risada, achando que estou de sacanagem.

Como o tal amigo é um expoente do mercado financeiro, nem perguntei do que se tratava, pois geralmente são boas para eles, mas não para quem não tem ações na Bolsa, ou seja, a maioria dos simples mortais.

Notícia boa de verdade precisa ser boa para todos, não apenas para os donos do poder.

É animador encontrar esses dom quixotes que se dedicam a publicar só notícias capazes de alegrar ou inspirar outras pessoas em busca de um alento nestes tempos difíceis.

Não custa nada procurar. Elas existem.

Se os caros leitores do Balaio que leram este texto até aqui também tiverem alguma história animadora para contar, não se acanhem. Podem mandar que eu publico.

E vida que segue.

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