Enquanto desejamos o melhor de 2017, as previsões avisam: vai ficar muito pior!

É preciso manter a esperança e os sonhos para que sigamos em frente. Agora, mais do que nunca, é hora de tomar todos os espaços – a rua e o parlamento, principalmente – fazendo uma oposição dura a esse governo golpista, corrupto e ineficiente.

03/10/2015 - São Paulo - SP - Manifestantes da CUT realizaram um protesto “em defesa da Petrobras e da democracia” na manhã deste sábado (3) na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT
03/10/2015 - São Paulo - SP - Manifestantes da CUT realizaram um protesto “em defesa da Petrobras e da democracia” na manhã deste sábado (3) na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT (Foto: Chico D’Angelo)

"Ainda bem que 2016 está acabando", respiram, aliviados, os incautos. Enquanto isso, o penúltimo dia do ano nos brinda com números catastróficos (embora não surpreendentes) para 2017: o Brasil terá mais 1 milhão de desempregados somados aos 12,1 milhões que tivemos em novembro. Como já sabíamos, a conta do golpe contra a democracia continua caindo no colo do trabalhador enquanto o capitão da nau que afunda pede mais um Häagen Dazs superfaturado.

Na economia, as previsões também não são boas, ao contrário do que anunciavam as manchetes à época em que Temer assumiu. De acordo com o boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26) pelo Banco Central, as previsões para o PIB em 2017 caíram de 0,58% para 0,50%. A FGV confirmou a retração de 2,2 pontos no Índice de Confiança da Indústria em dezembro. Com a má administração, a falta de apoio popular e os escândalos recorrentes envolvendo membros do governo, a tendência é termos mais um ano desastroso para o Brasil.

Soma-se a isso, a absurda reforma da Previdência, que acaba com o direito à aposentadoria de várias gerações de brasileiras e brasileiros; a reforma trabalhista, que amplia a terceirização e a jornada de trabalho, e a PEC da morte, jamais adotada em nenhum lugar do mundo, que congela investimentos públicos por 20 anos. Está dada a receita do desastre. Somente um presidente que chegou ao poder de forma ilícita poderia propor e aprovar tamanho retrocesso, essa política de terra arrasada jamais teria sido escolhida das urnas.

E que não nos venham falar em herança maldita! Aqueles que pregavam que a saída da presidenta eleita Dilma Rousseff seria a solução para todos os problemas do país já perceberam, a esta altura, que foram enganados. Vale lembrar que em dezembro de 2014, o Brasil atingiu o menor nível de desemprego da história, apenas 4,3% - mesmo já sofrendo os efeitos da recessão – e que manter e ampliar os direitos das populações mais vulneráveis sempre foi uma prioridade dos governos democráticos e populares que governaram o Brasil nos últimos 13 anos.

Mesmo em um cenário tão desolador, é preciso manter a esperança e os sonhos para que sigamos em frente. Agora, mais do que nunca, é hora de tomar todos os espaços – a rua e o parlamento, principalmente – fazendo uma oposição dura a esse governo golpista, corrupto e ineficiente. Vamos renovar nossas forças e nossa luta para 2017 lembrando Dom Paulo Evaristo Arns, um grande lutador que nos deixou recentemente, "Deus só ajuda quem se organiza". Avante!

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