Então ele disse: “Affonso, uma coisa é um país, outra um ajuntamento”

O questionamento “Que país é este”? existe desde sempre, não foi uma criação do senador Francelino Pereira, ou do próprio Affonso. Essa pergunta é internacional, não tem fronteiras, é intemporal e deve estar na frente de todas as manifestações como um grito

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Autor do poema Que país é este? o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, conta que um brasileiro foi visita-lo na Universidade de Los Angeles onde dava aula, comentando sobre a diferença entre o Brasil e o que ele via nos EUA, disse que ia colocar seu filho para estudar ali, para ele ver a diferença entre um país e um ajuntamento.

O poema começa exatamente assim: “Uma coisa é um país, outra um ajuntamento/Uma coisa é um país, outra um regimento/ Uma coisa é um país, outra o confinamento”.

O questionamento “Que país é este”? existe desde sempre, não foi uma criação do senador Francelino Pereira, ou do próprio Affonso. Essa pergunta é internacional, não tem fronteiras, é intemporal e deve estar na frente de todas as manifestações como um grito.

Grandes exploradores como Cristóvão Colombo, Américo Vespúcio, Bartolomeu Dias, ao avistarem terras distantes olhavam os mapas e pensavam “Que país é este?”.

Há mais de 500 anos as gerações nascidas nestas terras vêm se perguntando e cada uma responde à sua maneira, menos os indígenas até os portugueses aqui chegarem. O homem branco colonizador trouxe, além da ideologia do extermínio, a dúvida sobre etnia, credo e poder.

A dúvida sobre quem somos, de onde viemos, para onde vamos e, principalmente, o que fazemos aqui, é o gatilho para uma nação se tornar vulnerável e dependente de outras culturas, da divisão social do trabalho, da relação e distribuição dos meios de produção e sua apropriação.

O poema Que país é este? da autoria de Affonso Romano de Sant’Anna, foi publicado primeiro por exilados brasileiros na Suécia, por aqui era proibido. Em 1980 foi publicado em uma página inteira no Jornal do Brasil, causando muita polêmica.

Vamos indagar, questionar e sair sempre com versos revolucionários na ponta da língua, como escreveu o poeta Affonso em fragmentos de minha história com o Jornal do Brasil, que passo para a primeira pessoa do plural: “Não podemos ficar como um cão covarde num canto com tanta calhordice por aí.

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