“Eu, Cristiane B, 44 anos, condenada e impedida”

Ser investigado, indiciado ou condenado, virou requisito básico para fazer parte do governo golpista de Mr. Temer. Não nos surpreendamos se Suzane Richthofen for escolhida para a secretaria dos direitos humanos e Fernandinho Beira Mar para o ministério da defesa. Parece piada, mas não é

Ser investigado, indiciado ou condenado, virou requisito básico para fazer parte do governo golpista de Mr. Temer. Não nos surpreendamos se Suzane Richthofen for escolhida para a secretaria dos direitos humanos e Fernandinho Beira Mar para o ministério da defesa. Parece piada, mas não é
Ser investigado, indiciado ou condenado, virou requisito básico para fazer parte do governo golpista de Mr. Temer. Não nos surpreendamos se Suzane Richthofen for escolhida para a secretaria dos direitos humanos e Fernandinho Beira Mar para o ministério da defesa. Parece piada, mas não é (Foto: Nêggo Tom)

A memória afetiva de quem era criança ou adolescente nos anos 80 e 90, irá associar o título desse artigo a um livro, que depois virou filme e que fez muito sucesso naquela época. "Eu, Christiane F., 13 anos. Drogada e prostituída.", é uma autobiografia da escritora alemã, Christiane Vera Felscherinow, que começou a usar drogas aos 12 anos de idade e aos 13 já se prostituía para sustentar o vício. 

Mas, a Cristiane em questão nesse texto, é outra. Não é drogada e não se prostitui. A não ser politicamente. O que sustenta a sua boa e viciante vida. É Advogada, deputada federal, e, por pouco, não foi empossada ministra do trabalho do governo Temer. Filha de Roberto Jefferson, a parlamentar (ou seria pra lamentar?) já foi condenada pela justiça do trabalho a quitar dívidas trabalhistas com dois de seus ex-motoristas. Motivo que levou o Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes a impetrar diversas ações na justiça federal, pedindo a suspensão liminar de sua nomeação. Uma delas foi aceita pelo TRF, o que impediu a sua posse. 

Além dos dois motoristas, uma ex empregada da deputada a acusa de não recolher as suas contribuições previdenciárias. Como se não bastasse isso, Cristiane Brasil gosta de convidar os amigos para fazer farras com o dinheiro público. Segundo matéria publicada no portal Metrópoles, a deputada passou o réveillon em Fernando de Noronha, em companhia de amigas, hospedada em um hotel de trânsito da Força Aérea Brasileira, restrito a autoridades, militares e "personalidades civis". 

A um dos ex-motoristas, Cristiane foi condenada pela justiça trabalhista, a pagar R$ 60 mil, o que a fez ser incluída no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas. Uma espécie de SPC/SERASA dos empregadores caloteiros. Apesar de todos esses fatos, o também condenado e ainda cumpridor de pena, Roberto Jefferson, pai de Cristiane, afirma que ela está pagando o preço por ser sua filha. Eu até concordo. Afinal, filho de peixe, peixinho é. Natural que ela tenha seguido os ensinamentos de seu progenitor. Inclusive nos maus exemplos dados por ele.

Cristiane foi impedida de tomar posse no ministério do trabalho, o que deveria ter acontecido com todos os ministros do atual governo, se levarmos em conta a ficha corrida deles. Michel Temer é sujo, joga sujo e gosta de gente suja ao seu redor. É dessa forma que o seu governo se sustenta. Com barganhas e parcerias espúrias. Nunca antes na história do Brasil, se viu algo tão repugnante. Nunca! Não é possível que os paneleiros de outrora, estejam satisfeitos com os rumos que o país está tomando. Ou era isso mesmo que eles tanto queriam?

Ser investigado, indiciado ou condenado, virou requisito básico para fazer parte do governo golpista de Mr. Temer. Não nos surpreendamos se Suzane Richthofen for escolhida para a secretaria dos direitos humanos e Fernandinho Beira Mar para o ministério da defesa. Parece piada, mas não é. É só observarmos que mais da metade do ministério de Temer, é tão criminosa quanto os dois citados. Cada um na sua bronca e na sua tipificação de crime. Mas, no fundo, são todos iguais. Uns mais, outros menos iguais, é verdade. Mas, todos aptos e qualificados a ocuparem um cargo no atual governo.

Eu, Nêggo Tom, 40 anos, enganado e desiludido. 

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