Eu topo perdoar Temer se ele sair já

"Se não é possível Temer ser desalojado do Planalto e receber o justo castigo por seus ilícitos em série, pois, pelo visto, tem os votos necessários para livrá-lo da investigação, estou de acordo com Fernando Henrique. Temer sai e convoca eleições diretas", diz o colunista Alex Solnik; "Não há que discutir qual a foi a intenção por trás das palavras, o que importa é que ele deu um conselho a Temer que deve ser aplaudido por todos que desejam dias melhores para nós todos. É uma saída honrosa, pois ele sai por cima e o país finalmente recebe uma folga da overdose de corrupção explícita"

Temer FHC
Temer FHC (Foto: Alex Solnik)

   Acho que numa crise não há uma solução melhor, há a menos pior. E é essa que tem que ser alcançada. Se não é possível Temer ser desalojado do Planalto e receber o justo castigo por seus ilícitos em série, pois, pelo visto, tem os votos necessários para livrá-lo da investigação, estou de acordo com Fernando Henrique.

   A proposta do ex-presidente foi a melhor de todas até agora: Temer sai e convoca eleições diretas.

   Não há que discutir qual a foi a intenção por trás das palavras, o que importa é que ele deu um conselho a Temer que deve ser aplaudido por todos que desejam dias melhores para nós todos.

   É uma saída honrosa, pois ele sai por cima (por isso FHC chamou de “gesto de grandeza”) e o país finalmente recebe uma folga da overdose de corrupção explícita.

   E eu adiciono mais um ingrediente ao pacote fora Temer: anistia para ele.

   Ele sai amanhã e depois de amanhã apagamos todas as fitas do Joesley, todas as planilhas do ex-coronel, esquecemos tudo o que Marcelo Odebrecht disse e partimos pra outra.

   Mas é pra sair mesmo e não voltar nunca mais.

   Isso é o melhor que pode acontecer porque só ele saindo vamos conseguir sair do buraco, e para isso o Meirelles tem que ir junto com ele. Ah, isso também tem que entrar no pacto: sai Temer e leva Meirelles junto, de cambulhada.

   Não dá, meus amigos! Eu já vi muitas crises econômicas. Crise não se resolve com teto de gastos públicos e sim com crédito farto. Vejam o que fez Obama em 2008 quando pintou o caos. Despejou dinheiro na praça. O que Temer e Meirelles estão dizendo – vamos crescer se aprovadas as reformas trabalhista e da Previdência – é um papo completamente furado. Esse é mais um passo em direção ao precipício.

   A duração da crise não depende das reformas e sim da permanência de Temer. Enquanto ele ficar, não há certeza de futuro, os investimentos ficam parados até à próxima eleição presidencial.

   Eis porque ela tem que ser antecipada, como pede Fernando Henrique.       

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