Ex-PM e ex-empregado dos Bolsonaro, como Queiróz, assume Secretaria Geral da Presidência

"Jair Bolsonaro formou e continua formando um governo composto de militares e de amigos. Não raras vezes, militares e amigos ao mesmo tempo. E, dessa forma, corrompe e degrada importantes cargos públicos reservados a pessoas com alto espírito democrático e compromisso com a sociedade civil", diz Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia; "Isso ficou mais uma vez patente na nomeação de um apagado ex-subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil para o importante cargo de ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República"

(Foto: Marcos Corrêa - PR)

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Utilizando-se da justificativa de que os políticos fazem parte da turma do toma lá dá cá e os partidos são antros de corrupção, Jair Bolsonaro formou e continua formando um governo composto de militares e de amigos. Não raras vezes, militares e amigos ao mesmo tempo.

E, dessa forma, corrompe e degrada importantes cargos públicos reservados a pessoas com alto espírito democrático e compromisso com a sociedade civil.

Políticos, com todas ressalvas que possam ser feitas a uma parcela deles, são, o que é fundamental numa democracia, representantes dos eleitores. Por isso sempre fizeram parte de todos os governos republicanos. Até mesmo nas ditaduras de 37 e 64.

Mas Bolsonaro os desmoraliza e os troca por pessoas que não foram eleitas e por isso não têm compromisso com os brasileiros; apenas com Bolsonaro. Não são empregados dos cidadãos e sim do presidente da República. É uma apropriação de cargo público para seus interesses privados.

Isso ficou mais uma vez patente na nomeação de um apagado ex-subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil para o importante cargo de ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República.

Qual é a principal credencial de Jorge Francisco de Oliveira? É ex-PM, filho de um ex-assessor de Bolsonaro e ex-assessor de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Alguém, portanto, que sempre foi empregado da família Bolsonaro. Será ministro apenas para cumprir ordens do presidente.

As suas qualificações – se é que podem ser chamadas assim – são: ex-PM e funcionário da família. Tal como são ou foram a Val do Açaí, o ex-PM Queiróz, a mãe e a mulher do miliciano Adriano da Nóbrega e por aí vai.

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