Faça como Thiago Silva, mude seus hábitos alimentares

Não somos o Thiago Silva, mas, quando se fala em alimentação, podemos fazer muta coisa a nosso favor, começando, como tenho falado sempre, a diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados

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Leio no Globo que “Thiago Silva abandona biscoito e refrigerante para jogar mais”. O jogador da Seleção Brasileira decidiu fazer uma reeducação alimentar com o objetivo de poder continuar jogando por mais tempo.

E começou, há pouco mais de dois anos, cortando refrigerantes e biscoitos, que ele consumia com frequência e exageradamente. Na realidade, o que ele fez foi, se não eliminar, mas diminuir consideravelmente, o consumo de dois vilões entre os alimentos ultraprocessados.

Como é o Thiago Silva, celebridade do mundo do futebol, tem, como ele mesmo diz, “um estafe pessoal” que o acompanha e que conseguiu mudar sua rotina alimentar. Dessa equipe fazem parte o médico endocrinologista Douglas Tigre e a nutricionista Luiza Lara.

“Comia muita besteira pós-jogos e até mesmo antes”, diz o jogador na matéria.

Não somos o Thiago Silva, mas, quando se fala em alimentação, podemos fazer muta coisa a nosso favor, começando, como tenho falado sempre, a diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados, responsáveis por problemas de saúde como hipertensão, diabetes e obesidade.

O caminho, seguindo orientação do Guia Alimentar para a População Brasileira, é fazer dos alimentos naturais ou minimamente processados a base da nossa alimentação. Ou seja, sempre que possível, preparar sua própria alimentação. Fazer sua própria comida, ou contar com a ajuda de terceiros, é sempre o melhor caminho para uma alimentação saudável.

Infelizmente, estamos caminhando na contramão da alimentação saudável. 

A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo IBGE em agosto deste ano (e referente aos anos de 2017 e 2018), mostra que, embora a maioria dos alimentos consumidos pelos brasileiros é natural ou minimamente processada, aumentou o consumo de ultraprocessados, como biscoito recheado, salgadinhos e refrigerantes, principalmente entre os adolescentes.

E o nosso arroz com feijão começa a correr risco. Em dez anos, o consumo de arroz, na faixa etária de 19 a 59 anos, caiu de 84.4% para 76,3%. E o de feijão recuou de 73,3% para 60,6%. Enquanto isso, aumentou o consumo (10,5% para 17%) de sanduiches e pizzas, por exemplo. Não são obrigatoriamente ultraprocessados, mas são alimentos em que podem incluir ultraprocessados em seu preparo, principalmente quando os consumimos fora de casa.

Segundo a pesquisa, os alimentos ultraprocessados representam um quinto das calorias consumidas pelos brasileiros.

Além de ser uma questão que diz respeito à nossa saúde, o consumo abusivo de ultraprocessados acaba sendo, também um problema econômico, já que as doenças causadas por este tipo de alimento aumentam os gastos públicos em saúde.

Como se sabe, nos últimos anos cresceu o número de obesos e hipertensos no país, o que também é uma tendência praticamente mundial, principalmente em países desenvolvidos.

Está mais do que na hora de mudarmos esse quadro. Já para a cozinha! 

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