Falta o quê?

"O impeachment de Jair Bolsonaro, até então uma urgência moral, tornou-se, agora, uma urgência sanitária em nome da sobrevivência do Brasil", escreve Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia

(Foto: Reuters)
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Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia

Quis o destino que a pandemia mais grave desde a gripe espanhola, um flagelo do início do século XX, nos apanhasse sem governo e sem lideranças políticas, com um presidente da República idiota, irresponsável e no limite da demência pura e simples.

O impeachment de Jair Bolsonaro, até então uma urgência moral, tornou-se, agora, uma urgência sanitária em nome da sobrevivência do Brasil. A cena do presidente se confraternizando com o gado infeliz que foi à Esplanada dos Ministérios pedir o fechamento do Congresso Nacional e do STF é mais do que suficiente para colocar essa figura nefasta no lixo da História.

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Bolsonaro ignora os riscos da contaminação do coronavírus apesar de metade de sua comitiva oficial que esteve com ele, nos Estados Unidos, há duas semanas, estar infectada. O faz por desespero: sem a chantagem de colocar fanáticos nas ruas, restam apenas as coisas que ele odeia fazer: trabalhar e se submeter às regras da democracia.

Resta saber até onde a loucura desse Nero de araque será tolerada pelas instituições que ele pretende acabar.

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