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Ricardo Mezavila

Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

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Famigerada quartelada

Uma coisa é colocar tanques e mísseis nas ruas, outra coisa é criar emprego para os milhões de desempregados, colocar comida na mesa das famílias que comem osso, garantir educação e saúde para a população, comprar vacina de laboratórios confiáveis e não das mãos de atravessadores em troca de propina

Famigerada quartelada (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Jair Bolsonaro nunca representou com dignidade os cargos que ocupou. Foi um péssimo militar, deputado sem prestígio e projetos, comedor de ‘chequinhos’, presidente incompetente, desqualificado e envolvido em corrupção. 

Para escrever mais uma página da sua triste história, que já levou à morte milhares de brasileiros, Bolsonaro deu ordem para que tanques de guerra das forças armadas, uma instituição nefasta em suas mãos, desfilem por Brasília em uma demonstração de submissão e fraqueza. 

O objetivo é de que o comboio atravesse a Esplanada dos Ministérios, contorne o Congresso, passe em frente ao Supremo e vá até o Planalto para entregar ao presidente Bolsonaro e ao ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, o convite do maior exercício militar da Marinha, a Operação Formosa, no próximo dia 16. 

Sem precedente na história da República, o ato é visto como intimidação à Câmara Federal no dia em que será votado a PEC do voto impresso, porém a famigerada quartelada é um engodo, uma demonstração de fraqueza irresponsável, tanto de quem manda como de quem obedece. 

Uma coisa é colocar tanques e mísseis nas ruas, outra coisa é criar emprego para os milhões de desempregados, colocar comida na mesa das famílias que comem osso, garantir educação e saúde para a população, comprar vacina de laboratórios confiáveis e não das mãos de atravessadores em troca de propina. 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.