Família Bolsonaro ameaça STF

Ou o Supremo Tribunal Federal (STF) reage ou poderemos ter no Brasil uma verdadeira ditadura instalada por uma organização criminosa que se acha acima de todas as leis. Em um vídeo recente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro ameaça o STF antes mesmo do término do processo eleitoral. Ele diz que, se o tribunal impugnasse a candidatura do seu pai, teria que “pagar para ver” e que seria “ele (STF) contra nós (Família Bolsonaro)”

Família Bolsonaro ameaça STF
Família Bolsonaro ameaça STF

Ou o Supremo Tribunal Federal (STF) reage ou poderemos ter no Brasil uma verdadeira ditadura instalada por uma organização criminosa que se acha acima de todas as leis. Em um vídeo recente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro ameaça o STF antes mesmo do término do processo eleitoral. Ele diz que, se o tribunal impugnasse a candidatura do seu pai, teria que "pagar para ver" e que seria "ele (STF) contra nós (Família Bolsonaro)".

Eduardo também imagina a reação popular com a prisão de um ministro do Supremo e afirma que bastariam um soldado e um cabo para fechar a corte. Tudo isso em menos de dois minutos. Uma nítida afronta às instituições e ao estado democrático de direito. Na prática, o filho de Bolsonaro ameaçou individualmente cada ministro, assim como todo o Poder Judiciário.

Quando Montesquieu propôs a divisão dos três poderes (Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário) previu o equilíbrio entre eles para o bom funcionamento do sistema. Cada poder não poderia ser desrespeitado nas funções que deveria cumprir. Por outro lado, um poder deveria ser fiscalizado pelos demais para que não cometesse atos autoritários. Ao invés de buscar o equilíbrio, a família Bolsonaro quer é o enfrentamento ao Judiciário, justamente o que temiam que o PT fizesse. O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, sempre se comportou com republicanismo e sempre respeitou a lista tríplice para o Ministério Público Federal, por exemplo, algo que Bolsonaro não se compromete a fazer.

Bolsonaro já dá pistas sobre um eventual comportamento no Executivo há mais de 30 anos. Ele tem absoluto desprezo pela democracia. Louva a ditadura militar e notórios torturadores, como o abjeto Coronel Brilhante Ustra. Propunha a tortura, a guerra civil e o assassinato, inclusive, de inocentes. Já foi condenado por incitação ao estupro e por discurso de ódio contra os negros. As minorias para ele, alias, precisam se "adequar" (seja lá o que isso signifique) ou "simplesmente desaparecer". Já a "petralhada", termo pejorativo para tratar os petistas, ele sugere o fuzilamento. Todas essas afrontas foram ditas e devidamente registradas. Resta saber agora se a Justiça vai acreditar.

Uma candidatura que prega o ódio, atenta contra um dos poderes da República e está envolvida em um esquema criminoso de disseminação de notícias falsas com dinheiro sujo de caixa dois precisa ser impedida pelos órgãos responsáveis. Parte do povo brasileiro está sendo induzido ao erro com toda desinformação produzida por quem quer a volta do autoritarismo no país.

A democracia brasileira corre um sério risco e tudo o que não queremos dizer em um futuro próximo é: nós avisamos.

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