Fantasma de Lula assombra a direita

"Um fantasma tira o sono da direita: o fantasma do Lula. Tiraram ele da disputa, ele indicou seu representante, que segue apavorando o sono da direita. A direita não tem candidato. Ela usa, alternadamente, os candidatos que lhe interessem em cada momento", diz o sociólogo e colunista do 247, Emir Sader; "Vale tudo para tentar impedir a vitória de Haddad. Qual o candidato da direita? Qualquer um, menos o Haddad. Qualquer um que tenha possibilidade de derrotar o Haddad, de impedir que o PT possa voltar a governar o Brasil"

Fantasma de Lula assombra a direita
Fantasma de Lula assombra a direita (Foto: Divulgação/João Valerio)

Um fantasma tira o sono da direita: o fantasma do Lula. Tiraram ele da disputa, ele indicou seu representante, que segue apavorando o sono da direita

A direita não tem candidato. Ela usa, alternadamente, os candidatos que lhe interessem em cada momento.

A direita brasileira está pagando o preço do processo de suicídio em que ela se meteu. Como seu único objetivo era tirar o PT do governo, pela via que fosse possível, instalou o governo mais corrupto e inepto da história do Brasil, que colocou em prática o ajuste fiscal, que já tinha fracassado.

O resultado não poderia ser mais desastroso: direita dividida, candidato tucano sem chances de chegar ao segundo turno por ter apoiado o golpe e o governo Temer, ministro da economia do governo com 1% de apoio.

Resta Bolsonazi, para repetir o suicídio do golpe: qualquer via é boa para tentar impedir o PT de governar ou de voltar ao governo. Tirou-se Lula da disputa, Haddad o representa e já é favorito para ganhar no segundo turno.

A direita se concentra em transferir votos para o Bolsonazi e em tratar de dificultar a transferência de votos do Lula para o Haddad. Se vale da manipulação das pesquisas, da promoção do Ciro, de semear a confusão nas informações. Seu único objetivo é tentar impedir o PT de voltar ao governo.

O grande empresariado prefere o Bolsonazi ao Haddad, porque tem claro que seu grande inimigo no Brasil, aquele que o desalojou do governo, é o PT. E que o governo do Haddad vai substituir o modelo econômico neoliberal, que promove os interesses do capital financeiro, pelo modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Que a reforma bancária que Haddad propõe vai golpear duramente os lucros especulativos.

Bolsonazi abraçou os princípios neoliberais e a continuidade da política econômica do governo Temer. Completando a combinação que outros lideres direitistas, como o próprio Pinochet, fizeram: liberal na economia, totalitário na política.

Mas é o único candidato competitivo para a direita tentar ainda impedir a vitória do PT. Então, de novo: "Às favas todos os escrúpulos de consciência", como disse o ministro da ditadura militar, Jarbas Passarinho, para assinar o AI-5. E apoiam quem pretende liberar o uso de armas, quem prega as soluções violentas para os conflitos, quem promove todo tipo de discriminação, contra mulheres, negros, índios quilombolas, pobres.

Vale tudo para tentar impedir a vitória de Haddad. Qual o candidato da direita? Qualquer um, menos o Haddad. Qualquer um que tenha possibilidade de derrotar o Haddad, de impedir que o PT possa voltar a governar o Brasil.

Em outras eleições, tendo o seu candidato, a direita se valeu da Heloisa Helena, da Luciana Genro, do Plinio de Arruda Sampaio, da Marina, contra o candidato do PT. Desta vez ameaçam usar o Ciro.

Tudo isso só confirma que a direita não se equivoca nisso: seu adversário é o PT. Então vale tudo contra o Lula, contra o Haddad, contra o PT.

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