Feitiço virado: obstrução da oposição une a base

O primeiro dia de obstrução dos partidos da oposição para forçar a renúncia do presidente da Câmara produziu resultado inverso ao esperado: o plenário se manteve cheio, com a presença de mais de 300 deputados e o governo venceu todas as votações da noite desta terça-feira,  24, aprovando a longa e detalhista MP que autoriza a venda de terrenos da União, inclusive os chamados terrenos da Marinha, à beira-mar. A medida faz parte de um plano de reestruturação patrimonial do governo federal.

“O que vimos esta noite foi a unificação da base governista.  Acredito que a postura da oposição soou muito hipócrita e isso produziu uma unidade que o governo nunca havia tido de sua base este ano”, avaliou o líder do PSD, Rogério Rosso.

“Tomara que  fiquem em obstrução o resto do ano. Vamos limpar a pauta”, festejou o vice-líder do governo Silvio Costa.

O alvo era Eduardo Cunha mas o prejudicado seria o governo se a obstrução tivesse sido exitosa. Mas como tem apenas l30 deputados, e não atraiu governistas para sua estratégia, a  oposição acabou favorecendo o governo e o próprio Cunha, que presidiu a sessão com a mesma fleugma, como se pouco antes seus aliados não tivessem tido que pedir vistas no Conselho de Ética para adiar a votação do parecer do relator Fausto Pinato a favor da admissibilidade do processo de sua cassação.

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