Filigrana da sorte

Segundo as novas revelações da Operação Vaza Jato, aparato de libertação mais louvável dos últimos tempos em um Brasil colonizado: um dos procuradores comparou uma questão jurídica a uma filigrana (a um tênue colar de ouro, um pormenor, uma minúcia), ou seja, um mero detalhe no que tange ao processo acusatório ao ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

Metais são maleáveis e condutíveis. Podem conduzir eletricidade em maior ou menor grau. Dependendo do tipo. O ouro, a prata são bons condutores, e pressionados também podem ser transformados em fios. A partir de tal transformação certos metais poderão compor filigranas ornamentais.

Bom, filigrana é um ornamento, um enfeite, uma marca d´água. Filigranas ou fatos jurídicos? Vultoso agora é o político em detrimento do jurídico? Seria a lei agora algo menor, talvez irrelevante diante de um desejo narcisista...

Segundo as novas revelações da Operação Vaza Jato, aparato de libertação mais louvável dos últimos tempos em um Brasil colonizado: um dos procuradores comparou uma questão jurídica a uma filigrana (a um tênue colar de ouro, um pormenor, uma minúcia), ou seja, um mero detalhe no que tange ao processo acusatório ao ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva. A detecção chegada à perfeição que advém do jornalismo do Intercept vem nos presenteando com a possibilidade de desvendar os bastidores da verdade.

Verdade que se travestiu em pós-verdade abalada pelos ventos neoliberais de opressão que assombram o povo; beirando um totalitarismo virótico que já contaminou os poderes componentes de um estado tripartite nascido em uma França revolucionária.

Judiciário, Legislativo e Executivo, um modelo governamental inspirado nas teorias de Charles de Montesquieu, Aristóteles e John Locke. Aristóteles em sua obra “A Política” profere: “A distinção seria que um rei governa sozinho perpetuamente, enquanto um magistrado de República comanda e obedece alienadamente, em virtude da Constituição.”.

A palavra mágica “CONSTITUIÇÃO” - tratado de garantias individuais e coletivas primorosas (que em 1988 – no Brasil) foi alcunhada de Constituição Cidadã, e que hoje todos os dias vem sendo rasgada, através do desrespeito às suas cláusulas como no artigo quinto que reza: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país à inviolabilidade de direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e à propriedade”.

Querem alterar o valor legítimo da Lei Maior; como o episódio de rechaço e censura por parte da Prefeitura do Rio de janeiro em relação à captura de livros nas 18 ª Bienal do livro: demonstrou no último sábado; quando revistas da Marvel que ilustravam um beijo gay, foram apreendidas.

Nossos índios são queimados, dentro de seu habitat, junto com as espécies animais e vegetais; mulheres estão sendo violadas e mortas; professores e alunos estão sendo perseguidos, com cortes de verbas e outras brutalidades – No entanto agora, a Jurisprudência parece ser apenas uma quinquilharia sem rito que poderá encarcerar qualquer um que ouse atrapalhar seu projeto absolutista de poder. 

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