Fim de jogo: Dallagnol acabou com a matéria do El País

O El Pais publicou uma reportagem que encerra de vez o jogo para o chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Se ele tinha alguma chance de defesa no Conselho do Ministério Público (CMP) e nos prováveis processos que sofrerá no STF, elas acabaram de descer pelo ralo

(Foto: Rovena Rosa/ABR)

O El Pais publicou uma reportagem que encerra de vez o jogo para o chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Se ele tinha alguma chance de defesa no Conselho do Ministério Público (CMP) e nos prováveis processos que sofrerá no STF, elas acabaram de descer pelo ralo. Pelo ralo fétido da narrativa de cidadão de bem que ele ajudou a construir. 

Uma troca de mensagens no grupo Filhos de Januário 4 revela que o procurador buscou informações na Suíça que pudessem incriminar o ministro Gilmar Mendes.

Goste-se ou não de Mendes, isso é crime funcional. Um procurador de 1ª instância não pode investigar em hipótese alguma um ministro do Supremo.

Mais do que isso, o ato em si justifica não só o afastamento do Harvard boy de Curitiba do comando da Força Tarefa, mas sua expulsão do MP. E permite um processo criminal pela sua conduta, porque a troca de mensagens mostra que há clara tentativa de violação de sigilo bancário de um ministro da Suprema corte.

A partir de agora, Dallagnol já é carta fora do baralho. E tudo que pesa contra ele passará a ser uma questão de tempo para leva-lo a várias condenações e punições. De pouco tempo.

O relógio já não está mais com o cronômetro ajustado para ele. Passa para outro personagem, Sergio Moro.

Com a desmoralização completa da Lava Jato, o ministro justiceiro se tornará um peso para Bolsonaro. Com jeito, mas com destreza, o presidente ditador vai se livrar dele, da mesma forma que a ditadura se livrou de muitos que lutaram pela democracia.

Em breve, Moro será vítima de seus supostos aliados e Dallagnol não será mais nada, além de réu em vários processos.

O tempo é o senhor da razão. Pode demorar um pouco mais ou pouco menos, mas para a história personagens como Dallagnol serão sempre uns canalhas, canalhas, canalhas.

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