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Reimont Otoni

Deputado federal (PT-RJ), vice-líder do PT na Câmara dos Deputados e membro da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Casa

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Flávio bolsonaro traz censura para o centro das eleições

Mentir e esconder os fatos são especialidades da família, acusa Reimont

Flávio Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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Dia a dia, semana a semana, Flávio Bolsonaro revela, com atos, o que o seu discurso tenta esconder.

Disse que é contra a corrupção, mas foi pego pedindo muito dinheiro ao gangster financeiro Daniel Vorcaro, a quem visitou inúmeras vezes, inclusive quando o chefão do Banco Master estava em prisão domiciliar. Disse que era dinheiro privado, mas escondeu que o banco foi sustentado por governadores e prefeitos seus parceiros com dinheiro público, inclusive de aposentados e pensionistas dos fundos de pensão estaduais e municipais.

Flávio Bolsonaro bate no peito e se diz patriota, mas bate continência para os Estados Unidos e correu para entregar o Brasil e o Pix em troca do apoio do presidente norte-americano Donald Trump. 

Jura que é contra o crime organizado, mas sempre manteve relações históricas com milicianos famosos e, como se descobriu mais recentemente, com pessoas suspeitas de ligação com o Comando Vermelho, como os ex-deputados estaduais Rodrigo Bacellar e TH Joias e o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena, que tiveram seus nomes ligados a esquemas da facção. E também tem relações suspeitas com a Reag Investimentos, do Banco Master (novamente, eles), que deu milhões para o filme Dark Horse (o mais caro e duvidoso filme da história) e que também figura como uma das instituições financeiras suspeitas de atuarem como braço do PCC (Primeiro Comando da Capital) para lavagem de dinheiro do crime.

Flavio Bolsonaro, o Tariflávio, também diz que é a favor da liberdade de expressão, mas, em abril, acionou a Justiça para que a rede social X fornecesse dados pessoais (protegidos por lei) de quem o criticava.

Diz que defende a verdade, mas acaba de pedir ao TSE e conseguir a suspensão de uma pesquisa eleitoral já realizada e divulgada pelo Instituto AtlasIntel, em decisão monocromática do ministro Nunes Marques e que esperamos que seja revertida pelo plenário do tribunal. Esta é uma tentativa inútil de esconder da população a verdade da vertiginosa queda do candidato junto ao eleitorado. Mas é uma decisão que preocupa, por adicionar às eleições uma inédita estratégia de censura. 

Enquanto a sua candidatura derrete a olhos vistos, Flavio mostra a face verdadeira que tenta disfarçar – a de uma extrema-direita fascista, entreguista, covarde, manipuladora e tirânica, contrária aos direitos do povo.  

Esse é o Flávio Bolsonaro que apoiou a PEC da Blindagem, para proteger parlamentares sob investigação, mas que fugiu da votação ao ver que perderia.

Esse é o Flavio Bolsonaro que apoia a PEC do também senador Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador de campanha, em uma proposta que pode anular as conquistas do fim da escala 6x1 e até ameaça o salário-mínimo e o limite de jornadas máximas de trabalho, liberando uma espécie de 7x0, sem direito a descanso.

Ele vai dizer que não, mas ninguém mais acredita no que fala. Como ontem consagraram as redes sociais, trata-se de um ditador, ou melhor, de um aspirante a ditador, que será barrado pelo principal instrumento da soberania popular, o voto.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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