“Folha” estimula justiça da barbárie contra Lula

"É intolerável, no presente estágio da civilização, a 'Folha' perguntar numa pesquisa de opinião pública se o entrevistado quer que Lula seja preso. Trata-se de perigosa incitação a fazer justiça com as próprias mãos que um meio de comunicação responsável jamais deveria fazer, especialmente nesse momento conturbado, a não ser que sua linha editorial defenda a volta à barbárie", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal de Otávio Frias Filho nesta segunda-feira, 2; "Em meio a tanto ódio, o jornal atuou para acirrá-lo ainda mais", diz Solnik

"É intolerável, no presente estágio da civilização, a 'Folha' perguntar numa pesquisa de opinião pública se o entrevistado quer que Lula seja preso. Trata-se de perigosa incitação a fazer justiça com as próprias mãos que um meio de comunicação responsável jamais deveria fazer, especialmente nesse momento conturbado, a não ser que sua linha editorial defenda a volta à barbárie", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal de Otávio Frias Filho nesta segunda-feira, 2; "Em meio a tanto ódio, o jornal atuou para acirrá-lo ainda mais", diz Solnik
"É intolerável, no presente estágio da civilização, a 'Folha' perguntar numa pesquisa de opinião pública se o entrevistado quer que Lula seja preso. Trata-se de perigosa incitação a fazer justiça com as próprias mãos que um meio de comunicação responsável jamais deveria fazer, especialmente nesse momento conturbado, a não ser que sua linha editorial defenda a volta à barbárie", diz o colunista do 247 Alex Solnik sobre a pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal de Otávio Frias Filho nesta segunda-feira, 2; "Em meio a tanto ódio, o jornal atuou para acirrá-lo ainda mais", diz Solnik (Foto: Alex Solnik)

É intolerável, no presente estágio da civilização, a "Folha" perguntar numa pesquisa de opinião pública se o entrevistado quer que Lula seja preso.

Já sabemos que o dono da "Folha" não simpatiza com ele desde o dia em que se retirou de um almoço polêmico na sede do jornal, mas assim já é demais.

Trata-se de perigosa incitação a fazer justiça com as próprias mãos que um meio de comunicação responsável jamais deveria fazer, especialmente nesse momento conturbado, a não ser que sua linha editorial defenda a volta à barbárie.

Deixar subentendido que os cidadãos têm o direito de colocar na cadeia quem quiserem desvirtua completamente o sentido da democracia.

E coloca o tacape em mãos que não sabem, não podem e não devem manejá-lo.

Primeiro, o cidadão recebe salvo conduto para prender; depois, poderá exigir outro, para matar.

Em meio a tanto ódio, o jornal atuou para acirrá-lo ainda mais.

O papel de julgar e prender cabe ao Poder Judiciário – por mais defeitos que tenha - não ao cidadão comum, que não tem acesso aos meandros e trâmites dos processos para avaliá-los como se faz necessário.

A voz do povo pode ser a voz de Deus, mas não é a voz do juiz.

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