Força Nacional nos assentamentos da Bahia é o fascismo colocado em prática

Pela primeira vez, a Força Nacional foi utilizada abertamente para combater um movimento social, o MST, e outras maneiras dos trabalhadores se organizarem, como associações e cooperativas

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O envio da Força Nacional de Segurança Pública pelo governo do fascista Jair Bolsonaro a pedido do pistoleiro e latifundiário, secretário de assuntos fundiário Luiz Antônio Nabhan Garcia, para invadir os assentamentos da reforma agrária nos municípios de Prado e Mucuri, no Extremo Sul da Bahia, é um exemplo de aplicação do fascismo na prática.

O presidente ilegítimo Jair Bolsonaro é um fascista e está colocando em prática o fascismo contra a população. No caso dos assentamentos da Bahia fica evidente o que é o fascismo e para que está sendo utilizado. O fascismo, mais do que racismo e intolerância, é o esmagamento dos trabalhadores e suas organizações. Isso para que a extrema direita consiga colocar em prática seus planos de ataque aos trabalhadores.

Pela primeira vez, a Força Nacional foi utilizada abertamente para combater um movimento social, o MST, e outras maneiras dos trabalhadores se organizarem, como associações e cooperativas.

Nabhan que foi até a cidade de Prado para organizar pessoalmente os ataques contra os assentamentos através da Força Nacional declarou diversas vezes ser contra a organização dos trabalhadores, como o MST e associações dentro dos assentamentos, incluindo a associação dos produtores do assentamento Rosa do Prado, que sofreu “reintegração” de posse ilegal e foi retirada a bandeira do MST e destruída toda sua fachada porque tinha frases de apoio a reforma agrária e pelo direito dos trabalhadores do campo. Isso é o fascismo!

A Força Nacional é composta por elementos da elite da polícia militar e civil dos Estados, ou seja, os elementos da elite das forças de repressão são mais ligados ao estado burguês e a direita fascista. As forças policiais possuem uma seleção dos membros mais direitistas, violentos e contra o povo, sendo os mais destacados sendo enviados para compor a Força Nacional.

Uma das medidas que estão sendo tomadas pela Força Nacional e pelo INCRA bolsonarista é a retirada de todas as bandeiras do MST das áreas do assentamento, perseguição de lideranças dos trabalhadores sem-terra, como representantes de associações, cooperativas, escolas e do próprio MST.

É uma clara tentativa de acabar com qualquer tipo de organização dos trabalhadores e impor uma ditadura da direita bolsonarista contra os trabalhadores. Isso porque sem suas organizações os trabalhadores ficam a mercê da violência e dos ataques da direita.

Nesse sentido não há como fazer há como fazer acordos com o INCRA nas mãos do Bolsonaro, nem muito menos com os fascistas da Força Nacional. Deixar a Força Nacional entrar nos assentamentos é um tiro no pé porque vão criar um clima de terror dentro das áreas e perseguir os trabalhadores que fazem parte das organizações dos trabalhadores do assentamento Jaci Rocha e Rosa do Prado e inserindo elementos da extrema direita que não tem nenhuma relação com a luta pela terra, ligado a políticos e latifundiários da região para acabar com os assentamentos.

Por isso a Força Nacional somente vai sair da região quando os interesses dos bolsonaristas estiverem garantidos em detrimento dos assentados. É preciso criar um grande movimento entre as organizações da esquerda, sindicatos, indígenas, quilombolas e outros movimentos sociais para expulsar a Força Nacional. Manifestações, paralisações, trancamento de rodovias e novas ocupações para pressionar a saída da Força Nacional dos assentamentos e expulsar o elemento que permite a ofensiva da extrema direita que é o presidente fascista Jair Bolsonaro.

Fora Força Nacional dos assentamentos!

Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

Reforma agrária sob controle dos trabalhadores!

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