Gilmar denuncia corrupção no eixo PGR-Lava Jato

Ministro fez um duro pronunciamento no STF, a propósito de seus colegas – Edson Fachin, Barroso, Fux, Rosa Weber, Alexandre de Moraes – que votaram por não tomar conhecimento do habeas corpus impetrado em favor de Antônio Palocci, preso desde setembro de 2016; "Se quer criar um estado policial?", perguntou Gilmar. "Empoderar quem já está empoderado?", indagou ainda, referindo-se explicitamente aos juízes Moro e Bretas; relato de Alex Solnik

Gilmar Mendes
Gilmar Mendes (Foto: Alex Solnik)
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O ministro Gilmar Mendes fez um duro pronunciamento, agora há pouco, na sessão do STF, a propósito de seus colegas – Edson Fachin, Barroso, Fux, Rosa Weber, Alexandre de Moraes – que votaram por não tomar conhecimento do habeas corpus impetrado em favor de Antônio Palocci, preso desde 26/9/2016 e condenado em primeira instância a 26/6/2017.

"Se quer criar um estado policial"? perguntou Gilmar. "Empoderar quem já está empoderado"?. Referiu-se explicitamente aos juízes Moro e Bretas, aos quais acusou de terem combinado transferir o ex-governador Sérgio Cabral para Curitiba apenas para afrontar a sua negativa de que ele fosse para Campo Grande, como queria Bretas. Gilmar também denunciou haver corrupção no eixo PGR-Lava Jato.

"O caso envolvendo Marcelo Muller e Fernanda Tórtima é um clássico de corrupção" afirmou. Também denunciou que a Lava Jato está "escolhendo advogados" para delações, citando o caso do dr. José Roberto Batochio que se afastou da defesa de Palocci "porque Curitiba assim exige" e do do irmão de um procurador, o dr. Castor por cujo escritório deveriam passar obrigatoriamente processos de delação. O julgamento do habeas corpus de Palocci continua.

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