Gilmar, Moro e as turbulências no País

FHC optou por Gilmar Mendes para atuar, dizem as más línguas , como "líder do PSDB dentro do STF". E, justiça seja feita, tem trabalhado com extrema competência

gilmar mendes
gilmar mendes (Foto: Sebastião Costa)

Lula indicou Joaquim Barbosa para o Supremo, seguindo as exigências de sua sensibilidade, que queria um negro naquela Corte. Deu no que deu. Foi o carrasco dos petistas durante o mensalão e chegou ao requinte de posar na capa da Veja recomendando aos brasileiros não votarem no PT.

Por outro lado, FHC optou por Gilmar Mendes para atuar, dizem as más línguas , como " líder do PSDB dentro do STF". E, justiça seja feita, tem trabalhado com extrema competência. Suas ações antipetistas e sua verborragia diante dos holofotes midiáticos é de dar inveja a qualquer líder tucano no Congresso. Nunca fez o menor esforço para esconder sua ferociddade antipetista. E foi exatamente esse ministro, selecionado para julgar a ação relativa á Lula. Até as cadeiras do plenário do STF sabiam que a decisão do 'tucano' seria jogar Lula às garras de Moro.

Quando enviou a PF para intimar Lula, ao invés de um oficial de justiça, conforme determina os trâmites legais, o juiz Sérgio Moro, ídolo dos coxinhas brasileiros, praticou uma ação deliberada, consciente e tinha absoluta convicção de que iria constranger o ex-presidente e jogar mais lenha nessa fogueira, que há 3 anos ardem o PT, os petistas e a presidenta Dilma.

O editorial da Folha de SP (18/03/2016) que, fale-se a pura verdade, carrega no sangue o DNA tucano, não permite sequer discutir, que o magistrado praticou uma violência, ultrajando a lei que determina que "A gravação que não interessar à prova será inutilizada". Segue o editorial: "Quem ouviu as conversas de Lula pôde perceber que muitas delas eram absolutamente irrelevantes para qualquer acusação criminal. Por que, então, foram divulgadas?"

Mais grave: "....a conversa entre Lula e Dilma ocorreu depois que o próprio Moro havia mandado ser interrompida a escuta". Alguém com uma molécula de racionalidade, um átomo de senso de justiça pode acreditar que esse juiz, diante desses fatos amplamente condenados, vai conduzir esse processo pelos trilhos da isenção e imparcialidade?

Nas duas ações, estavam escancaradas as intenções do filho do professor Dalton Moro, fundador do PSDB de Maringá, em intervir no processo, com o exclusivo propósito de comprometer o ex-presidente petista.

Uma simples visita a um discurso do senador Requião no Congresso e vai-se observar que toda a valentia do rei da mídia conservadora, sofre severas interferências quando quem está queimando na fogueira são as penas dos tucanos.

O parlamentar denuncia no seu discurso a impunidade do caso BANESTADO, que surrupiou dos cofres públicos a bagatela de meio trilhão de reais.(bota mensalão e Petrobrás aí, e nem empata ).

Do senador: "Os processos foram em sua maioria presididos pelo juiz Sérgio Moro da Justiça Federal de Curitiba. No entanto, ou geraram absolvição por falta de provas ou prescreveram por inércia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal." Quem diria, o implacável juiz 'sem provas' para condenar um bando que botou no bolso 500 bilhões de reais!

De todo tucanato participante dessa farra, foram indiciados apenas o ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Gustavo Franco e Ricardo Sérgio, arrecadador-em-chefe das campanhas a presidente de FHC e José Serra.

Surfando na onda Global, parcela considerável dos brasileiros exigem o impeachment de Dilma e querem Lula atrás das grades.
O mentor do impeachment, Aécio Neves é recordista na Lava jato com cinco delações, já o condutor do processo, Eduardo Cunha, carrega nas costas o peso de 18 processos.

Por outro lado, o destino do petista passou pelas mãos de Gilmar Mendes, que recentemente andou confabulando com o senador Serra e o ex-presidente do Banco Central de FHC, Armínio Fraga (ministro de Temer?), enquanto o juiz Sérgio Moro perdeu credibilidade e confiabilidade com suas ações ostensivamente desconectadas da isenção exigida pelo seu cargo.

Quem sentiu de perto as pulsações emanadas das manifestações de sexta-feira, carregadas de intensa vibração, indignação e revolta, saiu com a forte convicção de que nas condições acima referidas, a queda de Dilma ou a prisão de Lula, devem gerar convulsões sociais imprevisíveis por esse país afora.

O grito de guerra que ecoa nas redes sociais não permite dúvidas: NÃO VAI TER GOLPE, VAI TER LUTA!

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